05 de fevereiro, de 2023 | 09:00
Vale do Aço recebe gravações do Curta Vitória a Minas II
Fotos: Gustavo Louzada/IMA

O Curta Vitória a Minas II está voltando ao território mineiro para aquele cafezinho com queijo, uma prosa animada, um abraço caloroso e a gravação de mais histórias. A caravana integrada por uma equipe de profissionais e o suporte de equipamentos de captação de imagens e de som fará duas novas paradas em Minas Gerais. O projeto é patrocinado pelo Instituto Cultural Vale, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, e conta com a realização do Instituto Marlin Azul e Ministério da Cultura.
O primeiro filme a ser gravado é Santa Cruz”, da artesã Rita Bordone, em Ipatinga, na Região Metropolitana do Vale do Aço, de 8 a 10 de fevereiro. Em seguida, a equipe se deslocará para Naque, no Colar Metropolitano do Vale do Aço, aonde gravará O Tempo era 1972”, do aposentado Ademir de Sena Moreira, no período de 13 a 15 de fevereiro.
Dez histórias escritas por moradores de cidades capixabas e mineiras que se desenvolveram no entorno da Estrada de Ferro Vitória a Minas estão virando filmes de curta-metragem de até 15 minutos. A segunda edição do concurso escolheu histórias vindas de Ibiraçu, João Neiva, Baixo Guandu e Colatina, no Espírito Santo, e de Aimorés, Coronel Fabriciano, Ipatinga, Naque e Nova Era, em Minas Gerais.
Fé, arte e devoção
Nascida em Bom Jesus do Galho (MG), Rita de Cacia Bordone se mudou para Ipatinga em 1997. Graduada em Artes Visuais, participou de diversas oficinas artísticas e se especializou em arte da impressão têxtil botânica em utilitários, colecionando objetos e ideias do cotidiano para serem transformados e ressignificados em exposições de arte pela cidade.
A história Santa Cruz”, selecionada pelo projeto, é uma ficção baseada nas memórias de infância da diretora durante os anos em que morou na roça ao lado da família apaixonada pela arte e a cultura. Todo mês de maio sua saudosa mãe, Maria Pires de Faria, costumava pendurar cruzes de madeira enfeitadas com papel de seda em portas e janelas da casa como um ritual de proteção e um gesto de devoção e gratidão a Nossa Senhora.
O cuidado e o carinho da mãe artesã e benzedeira na confecção das cruzes encantavam a menina, que gostava de andar pela estrada de chão de tons terrosos para encontrar as cruzes coloridas espalhadas pelas casas. Ao recriar o ritual das cruzes no cinema, a diretora quer homenagear a mãe e compartilhar o encantamento dessas antigas lembranças. As gravações acontecerão nos bairros Tribuna e Ipaneminha, em Ipatinga.
Luta e dignidade
Aos 64 anos de idade, o aposentado Ademir de Sena Moreira fará o seu primeiro filme. O Tempo era 1972” viaja até a adolescência do diretor, para contar como ele e os irmãos encaravam as dificuldades para ajudar no sustento da família com poucos recursos financeiros. Filho da professora Naná e do lavrador Nenêgo, Ademir era o segundo de sete irmãos, sendo seis homens e uma mulher. Atento a toda e qualquer oportunidade de trabalho para ganhar uns trocados, o menino vendeu sorvete na rua, plantou capim nas fazendas, vendeu laranja, quebrou pedra, sem nunca parar de estudar.
O filme resgata um dos episódios mais marcantes dessa luta pela sobrevivência com esperança no futuro. No início dos anos 70, a construção da canaleta às margens férreas atraiu dezenas de trabalhadores para a região. O garoto e o irmão Tuca acordavam cedo, compravam pão na padaria, embarcavam no caminhão com os trabalhadores, partiam para a obra a fim de vender pão com manteiga, ouviam os causos e voltavam a pé para casa. O curta mostrará as aventuras, as desventuras, os vínculos familiares, os laços de afeto, a resistência e a dignidade de uma família que se manteve unida apesar da vida dura e escassa. As filmagens acontecerão em várias partes do município de Naque.
Depois de Ipatinga e Naque, serão gravadas, entre os meses de março e abril, as seguintes histórias: T-Rex e a Pedra Lascada”, do biólogo Luã Ériclis, de João Neiva (ES); Colatina, A Princesa do Rock”, do jornalista Nilo Tardin, de Colatina (ES); Lia, Entre o Rio e a Ferrovia”, da professora e comunicadora Elisângela Bello, de Aimorés (ES); Mães do Vale: Um olhar sobre a Maternidade”, da contadora Patrícia Alves, de Coronel Fabriciano (MG); e Um Ponto Rotineiro”, da estudante Jaslinne Pyetra, de Baixo Guandu (ES). Acompanhe as novidades sobre as gravações em https://curtavitoriaaminas.com.br/.
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Simony Leite Siqueira
06 de fevereiro, 2023 | 11:47Oi, Dezinha maravilhosa! Como vai? A matéria do jornal está correta. É que esta é a primeira gravação desta nova jornada do Curta Vitória a Minas II com destaque para o Vale do Aço. E o primeiro filme a ser gravado nesta nova etapa é o Santa Cruz, da Rita Bordone, em Ipatinga, seguido do filme "O Ano era 1972", do Ademir de Sena, do Naque.
Na primeira fase das filmagens, o Curta Vitória a Minas II gravou o seu curta ?Dezinha e Sua Saga?, entre os dias 20 e 22 de janeiro, em Nova Era (MG). E as filmagens foram muito divertidas. O seu filme vai ficar lindo demais! Na sequência o projeto pegou o caminho para Ibiraçu (ES) pra gravar ?Reciclando Vidas e Sonhos?, da Ana Paula Imberti, de 24 a 27 de janeiro, e depois, ?O Último Trem?, do Fabrício Bertoni, gravado em Colatina (ES), nos dias 28 e 29 de janeiro. Em seguida, o projeto, numa terceira fase das gravações, seguirá pra novas filmagens, desta vez em Baixo Guandu, Aimorés, Fabriciano, João Neiva e Colatina. Logo todos estes filmes estarão prontos para exibição numa telona de cinema!! Boas filmagens, galera!
beijos”
Luciene da Conceição Mendes Crepalde
06 de fevereiro, 2023 | 08:57Muito obrigada por ajudar a deixar os nossos filmes conhecido, só que a matéria não está certa , Dezinha e sua saga , foi o primeiro a fazer as gravações, aqui em Nova Era MG , foi dias 20 21 22 de janeiro blz.”