13 de abril, de 2023 | 07:20
Casos de dengue aumentam mais de 100% na macrorregião do Vale do Aço, em 17 dias
O número de casos de dengue na macrorregião do Vale do Aço, composta por 35 municípios, continua em alta. Num intervalo de 17 dias, aumentaram para mais de 4,8 mil casos, conforme dados extraídos do Painel Arbovirose da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).
No último balanço divulgado pelo Diário do Aço, no dia 26 de março deste ano, a macrorregião do Vale do Aço somava 2.328 casos de dengue confirmados. Agora esse número subiu para 4.882, sem óbito confirmado. Em Minas, 74.695 casos foram confirmados para a doença. Há 33 óbitos confirmados por dengue no estado e 95 óbitos em investigação.
Em relação ao número de casos de outras doenças, a macrorregião do Vale do Aço soma 262 casos confirmados de chikungunya e de dois de zika, até o momento, de acordo com o Painel Arbovirose. Os sintomas mais comuns das três doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti são dores intensas pelo corpo, mal-estar, dor de cabeça e febre.
Atendimento pelo SUS
A SES-MG orienta que as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) são a principal porta de entrada para os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) e estão capacitadas para realizar o diagnóstico correto de dengue, chikungunya e zika, oferecerem o tratamento dos casos leves e encaminharem o paciente acometido por infecções graves para as Unidades de Pronto Atendimento ou internação hospitalar.
Quando o paciente chega a uma UBS com sintomas de dengue, zika ou chikungunya, por exemplo, deve ser acolhido na recepção e classificado pela enfermagem. Nos casos mais leves, além da hidratação imediata, recebe o atendimento na própria unidade. Já nos de maior gravidade, ele é encaminhado a um serviço mais especializado”, explicou a referência técnica da Coordenação de Integração de Vigilância em Saúde e Atenção Primária à Saúde da SES-MG, Kátia Ramos Pereira.
Primeira opção
Segundo Kátia, as UBSs devem ser a primeira opção do paciente, preferencialmente aquela mais próxima de sua residência e com a qual possua vínculo com uma Equipe de Saúde da Família no bairro onde mora. Essa proximidade do paciente com a equipe da UBS facilita o retorno e o tratamento, sobretudo em situações em que o paciente evolui para um quadro crônico e exige cuidados por períodos mais prolongados, como acontece em muitos casos de chikungunya.
UPA
Porém, a depender dos sintomas, ou se eles aparecerem no fim de semana ou feriado e a UBS mais próxima não se encontrar aberta, o paciente deve procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA)”, informa Kátia. Os pacientes com sinais e sintomas de agravamento, como dor abdominal forte, náuseas (sensação de enjoo), vômitos contínuos e sangramento de mucosas (como boca e nariz), serão encaminhados para os serviços preparados para atendimento de urgência e emergência, que possuem mais equipamentos, insumos e materiais que as UBSs”, disse a técnica.
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Morador Antigo
14 de abril, 2023 | 13:02Minha casa não recebeu Agente de combate a endemia no ano de 2022 e 2023 (até o presente momento). Muito entulho pelas ruas, Lixo residencial disposto em calçadas, e não em lixeiras. Casas abandonadas com vegetação em crescimento desordenado...
Esta é a realidade da rua onde moro!
Imagino que nas demais ruas não estejam diferentes.
E o que fazer?
Tenho uma solicitação em aberto na prefeitura para os problemas citados, desde 2021!
Acredito que seja algo negligenciado propositalmente, pois se temos secretarias para cuidar de assuntos pertinentes que previnem tal situação, me resta crer que objetivo da inércia foi alcançado...
E mais uma vez, quem paga (até mesmo com a vida) é a população.”
Gildázio Garcia Vitor
13 de abril, 2023 | 15:18Aqui no final do Bethânia, estamos com um surto de chikungunya meio descontrolado. As sequelas são bem doloridas, para dizer o mínimo.
Tive no início do mês passado. Fiquei internado por 4 dias, já estou sendo acompanhado por um reumatologista, com a segunda consulta agendada para a próxima quarta-feira. As dores continuam nas articulações, mesmo tomando codeína com paracetamol intercalada com dipirona. Estou com dificuldades para caminhar e de abrir uma simples porta.”