24 de maio, de 2023 | 14:41

Acusado de matar a esposa por esganadura é sentenciado no Tribunal do Júri em Ipatinga

Arquivo DA
Mulher foi assassinada por esganadura à margem da estrada de Boachá e o corpo escondido no meio do mato, ossada foi encontrada tempos depois Mulher foi assassinada por esganadura à margem da estrada de Boachá e o corpo escondido no meio do mato, ossada foi encontrada tempos depois

O Tribunal do Júri de Ipatinga acolheu acusação promovida pelo Promotor de Justilça, Jonas Junio Linhares Costa Monteiro, da 11ª Promotoria de Justiça de Ipatinga) e condenou o réu Carlos da Costa Silva, de 53 anos, a cumprir 20 anos de reclusão em regime fechado por homicídio triplamente qualificado e ocultação do cadáver de sua companheira, Janaina Aparecida de Souza Marinho, de 38 anos à época do crime. O crime foi praticado em 2012 e a ossada da mulher encontrada dia 10 de outubro daquele ano.

O réu foi a julgamento quase 11 anos depois do crime, conforme noticiado pelo Diário do Aço. A sentença foi prolatada no começo da tarde desta quarta-feira (24) pela juíza Érica Climene Duarte Xavier, que presidiu o Conselho de Sentença, reunido nesta quarta-feira, para julgar a acusação contra Carlos da Costa.

O réu respondeu em liberdade ao processo mas a requerimento do promotor, deferido pela magistrada, teve decretada em plenário sua prisão para o cumprimento de pena. Dessa forma, o condenado entrou livre e saiu preso do Tribunal do Júri, no começo da tarde desta quarta-feira.

“A prisão foi cumprida pela Polícia Civil de Ipatinga ao fim da Sessão de julgamento e, portanto, o acusado aguardará julgamento de recurso defensivo preso”, concluiu o promotor.

Consta no processo que o crime foi descoberto no ano de 2012, em uma estrada secundária à via que liga Ipaba ao povoado de Boachá. Depois do crime, conforme a investigação, o denunciado ocultou o cadáver da vítima no meio do mato.

Investigação

A Polícia Civil apurou que Carlos mantinha união estável com Janaína quando, em meados do ano de 2012, descobriu que sua companheira poderia estar lhe traindo e passou então a planejar a sua morte.

Em uma oportunidade, quando o casal estava na cidade Iapu, para participar do casamento de um de seus parentes, Carlos convenceu a mulher a sair da festa e ir com ele até o centro de Ipatinga, com o pretexto de lhe comprar roupas.

No trajeto, entretanto, o casal desembarcou em um ponto de ônibus na estrada que dá acesso ao povoado de Boachá, um local ermo. O denunciado então passou a interrogar a vítima a respeito da suposta traição, ocasião em que, diante da negativa da mulher, o homem foi tomado pela fúria e matou Janaína por esganadura.

Em seguida, arrastou o corpo para um matagal à margem da estrada. A ossada de Janaína foi descoberta somente no dia 10 de outubro de 2012 por volta das 13h. Não foi possível determinar quando ela foi assassinada.

“Carlos matou Janaína por motivo fútil. Eis que ceifou a vida dela simplesmente porque acreditava que ela estava lhe traindo”, enfatizava a denúncia do MPMG, que foi acatada pelo Tribunal do Júri.
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Comentários

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Chouriço

24 de maio, 2023 | 22:19

“O Brasil tem um judiciário lento e essa morosidade impacta a vidas e as vezes de maneira irreparável, pois a demora fora de qualquer princípio de razoabilidade se configura em uma verdadeira injustiça.”

Tinho Mortadela

24 de maio, 2023 | 22:16

“A justiça atrasada não é justiça,senão injustiça qualificada e manifesta.”

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