27 de maio, de 2023 | 18:00

Projeto “Papel Vivo” ganha espaço no 14º Salão do Livro

Divulgação
Idealizado por Patrícia Barbosa, iniciativa reúne inovação e sustentabilidade em projeto socioambientalIdealizado por Patrícia Barbosa, iniciativa reúne inovação e sustentabilidade em projeto socioambiental
O “Papel Vivo” não é apenas mais um projeto de reciclagem de materiais. Tão importante quanto os outros que têm esse propósito, o projeto carrega, também, muitos significados à sua história. Idealizado pela empreendedora Patrícia Barbosa, a iniciativa carrega o sonho pessoal dela de querer unir dons e talentos num processo cooperativista e de aprendizagem para que o mundo seja um lugar melhor para todos. Para conhecer o “Papel Vivo”, os interessados podem visitar o stand do projeto no 14º Salão do Livro Vale do Aço, que acontece até este domingo (28), no Centro Cultural Usiminas, em Ipatinga.

A reciclagem é um problema comum para as cidades. E, ao mesmo tempo, é uma das maneiras mais eficazes de proteger a biodiversidade e prezar pelos recursos naturais, dando novas funções aos materiais. “Foi então que pensei no papel como ponto de partida do projeto, uma vez que reduzindo a produção desses, logo, diminuiremos a derrubada de árvores, que são sua matéria-prima, e ajudamos a conservar a vida de animais que se abrigam nelas”, refletiu.

Para dar mais representatividade ao projeto, Patrícia agregou as associações de catadores de recicláveis no processo. “Esses agentes ambientais urbanos são os principais fornecedores de papel para reciclar. Nesse ciclo perfeito, podemos agregar a geração de renda na atividade da associação. Ou seja, uma relação positiva de ganha x ganha entre sociedade e meio ambiente”, disse. Com isso, Patrícia busca alinhar a missão do “Papel Vivo” com o modelo da economia circular e a educação para a sustentabilidade, algumas das metas desafiadoras da Agenda 2030 e dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável - um grande pacto global das nações.

Outra forma de inserir a sociedade no projeto foi contribuir com o Programa de Humanização do Sistema Prisional, incentivando os indivíduos que ali estão a produzirem o próprio papel usado para escrever cartas para suas famílias e aprender uma nova atividade comercial. “Educação e trabalho são a base desse programa, criado para que os indivíduos privados de liberdade possam retornar à sociedade com outros valores e oportunidades. Hoje eles já desenvolvem diversas atividades, e o projeto ‘Papel Vivo’ veio para somar no programa”, explicou.

A empreendedora ressalta que resiliência e ressignificação serão sempre o foco do projeto. “Resistir, se permitir moldar sem perder a essência. Queremos levar boas novas, esperança, beleza e amorosidade dando um novo significado ao processo de comunicação entre as pessoas”, disse Patrícia. “Perfeito em sua imperfeição. Assim é o papel semente. Fotografias, tags, convites de casamento, personalizados de festas, cartões de visita, mensagens de amor... ideal para um projeto especial”, acrescentou.

A marca “Papel Vivo. Seu papel. Sua história” teve elementos importantes na sua criação: inovação, sustentabilidade, responsabilidade, paixão, afeto, memórias, vida, adaptabilidade. “É preciso um coração receptivo para plantar esse papel e ver a vida florescer. Você é nosso convidado para viver essa aventura e contar sua própria história”, finalizou a idealizadora do projeto.
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