15 de julho, de 2023 | 07:00

Muitos homens ainda não têm o hábito de ir ao médico, alerta urologista

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''Nós médicos estamos aqui para ajudar, mas só vamos conseguir vencer esse preconceito por meio da informação'', disse o urologista''Nós médicos estamos aqui para ajudar, mas só vamos conseguir vencer esse preconceito por meio da informação'', disse o urologista
Stéphanie Lisboa - Repórter Diário do Aço
Medo, preguiça, preconceito, vergonha, falta de conhecimento e tabus são alguns fatores que podem explicar a resistência do público masculino em procurar um profissional de saúde, seja para realizar uma consulta preventiva ou até mesmo em casos de mal-estar. Falar deste tema é ainda mais significativo neste sábado, 15 de julho, data em que se comemora no Brasil o Dia Nacional do Homem. No país, a celebração já se tornou uma ocasião para incentivo à prevenção da saúde masculina.

Apesar da disseminação de informações e da realização de campanhas, ainda existem homens que negligenciam os cuidados com a própria saúde. O urologista cirurgião e professor universitário, Wagner Correa, entrevistado pela reportagem do Diário do Aço, percebe nesta trajetória profissional que ao longo dos últimos anos, devido à propagação de conteúdo por meio dos veículos de comunicação, que os homens têm se preocupado mais com sua qualidade de vida, mas a realidade ainda está longe do ideal.

“Apesar do aumento em relação à conscientização, ainda existem muitos homens com diagnóstico de doença já em estágios avançados, por não terem o hábito de procurar atendimento médico. Ou seja, melhoramos, mas estamos aquém do desejado e do ideal”, enfatizou.

O médico lamenta que ainda exista o tabu de que o homem precisa ser forte e não adoecer. Segundo o urologista, essa falta de procura por assistência médica é um grave problema que gera consequências. “É comum chegarem ao consultório casos de pacientes que nunca procuraram um médico. Muitas vezes esses homens chegam com doenças mais avançadas, onde as opções de tratamento são limitadas. Eles só procuram quando existe algum sintoma e, às vezes, as coisas já estão mais agravadas”, observou.

Cuidado começa cedo
Wagner Correa salientou que o preço que o homem pode pagar ao adotar essa postura de resistência ao cuidado com a saúde é alto, com sofrimento. “As doenças que podem acometer o homem podem trazer dores, podem tirá-lo de perto da sua família”. Para ter qualidade de vida ao envelhecer, o médico orienta: “Temos de nos cuidar agora. Não somente depois dos 40 anos, mas sim desde cedo”.

Conhecimento
A receita do urologista para romper com as ideias enganosas que ainda fazem com que alguns homens se afastem dos consultórios é: informação e conhecimento. “Quando informamos, as pessoas tendem a ser mais acessíveis, mais receptivas e compreendem melhor a necessidade de se cuidar”. E para aqueles que ainda têm certo preconceito com os exames urológicos o médico esclareceu. “A consulta com o urologista vai muito além do câncer de próstata, tem a ver com a saúde em geral”.

Prevenção
Para concluir, Wagner deixou uma mensagem aos homens, orientando o público masculino a visitar o urologista para fazer exames preventivos e de check-up mesmo que não tenham sintomas. “Não esperem a doença chegar, porque é como diz o ditado, ‘prevenir é melhor do que remediar’”.
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