03 de janeiro, de 2024 | 07:20
Quase 30 mil famílias são beneficiadas pelo Bolsa Família na RMVA
Retomado ano passado, no lugar do Auxílio Brasil, o novo Bolsa Família, principal programa de redistribuição de renda do governo Lula (PT), tem como objetivo diminuir a desigualdade social, sobretudo socioeconômica.
O Diário do Aço apurou junto ao Ministério da Cidadania e a Secretaria de Comunicação Social que o programa do governo federal chegou ao calendário de dezembro com 29.942 famílias beneficiadas na Região Metropolitana do Vale do Aço.
Em Ipatinga, são 16 mil famílias beneficiadas, o maior número da região. No município, o valor médio do benefício pago às famílias beneficiárias é de R$ 656,01.
Coronel Fabriciano tem 6.548 participantes do programa federal. O valor médio de repasse é de R$ 658,65. Em Timóteo são 6.548 famílias beneficiadas, com o valor médio de R$ 650,22.
O município de Santana do Paraíso, com a menor população da RMVA, é o que tem a menor fatia de famílias beneficiárias: 2.792. No entanto, tem o maior valor médio de repasse pelo programa, sendo R$ 660,09.
Minas Gerais
Ao todo, 1,6 milhão de famílias mineiras são atendidas pelo Bolsa Família. O valor médio recebido nos 853 municípios do estado chega a R$ 668,70. Para saldar o investimento, o repasse é de R$ 1 bilhão para Minas Gerais.
A capital Belo Horizonte é o município com maior número de famílias contempladas no estado em dezembro. São 135,2 mil beneficiários, que recebem um valor médio de R$ 657,36 a partir de um investimento federal de R$ 88,8 milhões. Na sequência aparecem Contagem (47,1 mil famílias), Betim (40,5 mil) e Ribeirão das Neves (31,6 mil).
A cidade com maior valor médio de repasse no estado é Carmésia, com R$ 750,60 na média para 234 famílias atendidas no município. Na sequência das localidades com maior valor médio estão Espírito Santo do Dourado (R$ 745,36), São José do Alegre (R$ 744,50) e Bertópolis (R$ 731,67).
Entre os benefícios complementares criados com o novo Bolsa Família, há 763,7 mil crianças de zero a seis anos que recebem adicional de R$ 150 em Minas Gerais, a partir de um repasse de R$ 105,5 milhões referente ao Benefício Primeira Infância. A cesta de benefícios complementares também acrescenta R$ 50 neste mês a mais 34,8 mil gestantes mineiras, 33,8 mil mulheres em fase de amamentação, 978,3 mil crianças e adolescentes de sete a 16 anos e 231,5 mil adolescentes de 16 a 18 anos.
Bolsa Família
O programa paga a cada família o valor mínimo de R$ 600. Além disso, também são pagos R$ 150 a cada criança de até seis anos, e R$ 50 pagos a cada criança/adolescente de sete a 17 anos e gestantes.
Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, os beneficiários devem manter atualizados os dados preenchidos no Cadastro Único para Programas Sociais. O sistema do governo federal reúne informações sobre as famílias brasileiras em situação de pobreza e extrema pobreza.
O cadastramento dos dados é feito em postos de atendimento da assistência social dos municípios, como os Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), com a apresentação do Cadastro de Pessoas Física (CPF) ou o título de eleitor.
Mesmo inscrita no Cadastro Único, a família não entra imediatamente para o Bolsa Família. Todos os meses, o programa identifica, de forma automatizada, as famílias que terão direito de ser incluídas no Bolsa Família e, assim, estarão aptas a começar a receber o benefício.
A partir desta inclusão, os cartões do Programa Bolsa Família são enviados para o endereço preenchido no Cadastro Único. Porém, é possível sacar o valor mesmo sem portar o cartão. Basta que o responsável familiar apresente um documento oficial com foto em uma agência lotérica.
Condicionalidades
O novo Bolsa Família também trouxe de volta o acompanhamento do cumprimento das condicionalidades assumidas pelas famílias para que os beneficiários continuem a receber o auxílio financeiro.
As condicionantes são das áreas de saúde, educação e assistência social, como o cumprimento do calendário nacional de vacinação; realização de pré-natal das gestantes; acompanhamento nutricional de beneficiários de até 7 anos de idade incompletos; frequência escolar mínima de 60% de crianças de quatro a seis anos incompletos.
Para beneficiários de seis a 18 anos incompletos, que não tenham concluído a educação básica, a frequência escolar mínima deve ser de 75%.
O acompanhamento de condicionalidades é feito em conjunto com os ministérios da Saúde e da Educação.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]


















Sacapós
04 de janeiro, 2024 | 07:23Se tem tanta bolsa família, por que tanto pedinte nas portas das casas?
Pedem comida, dinheiro para gás e outros. Agora vem a moda de pix”
Falador
03 de janeiro, 2024 | 12:12Todo mundo sabe que nem todos que recebem essa ajuda realmente precisam dela e que muitos que realmente precisam não a recebem. Tudo que vem do governo é falho.”
Jota
03 de janeiro, 2024 | 08:07Informação triste para a RMVA. Com tantas indústrias, um comércio pujante, um setor de serviços casa vez mais aquecido... E, ainda quase 30.000 famílias vivendo de ajuda do governo. Muito triste mesmo.
Fico curioso... Será que o desemprego assola o Vale do Aço??? Ou será que viver miseravelmente às custas do governo é melhor?”