22 de janeiro, de 2024 | 14:10

Infestação do mosquito da dengue chega a 8,7% em Santana do Paraíso

Divulgação
Número registrado pelo LIRAa é muito maior do que o preconizado pelo Ministério da Saúde, que é de 1%Número registrado pelo LIRAa é muito maior do que o preconizado pelo Ministério da Saúde, que é de 1%

Os resultados do primeiro Levantamento Rápido de Índice para Aedes aegypti (LIRa) de 2024 foram divulgados nesta segunda-feira (22), pela administração municipal de Santana do Paraíso. O Índice de Infestação Predial (IIP) correspondeu a 8,7%, valor considerado superior ao que é preconizado pelo Ministério da Saúde (MS), que é de inferior a 1%. Com este resultado, o município encontra-se em situação de muito alto risco para as doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypt.

O maior índice de criadouro do Aedes aegypti encontrado nos imóveis avaliados em Santana do Paraíso são vasos/frascos com água, pratos, garrafas retornáveis, pingadeira, recipientes de degelo em geladeiras, bebedouros em geral, pequenas fontes ornamentais, materiais em depósitos de construção (sanitários estocados, canos, etc.), correspondendo a um percentual de 47,5%.

O bairro São Francisco é o que apresenta maior número de criadouros. “Somando todos os bairros, chegamos a um percentual que indica que 80% dos focos de criadouro do mosquito foram encontrados dentro das residências, em especial, em recipientes de água de animais domésticos, como cachorro e galinha. Isso indica que o problema não está concentrado nos terrenos baldios e é preciso que a ação de combate comece dentro das casas”, ressalta a referência técnica de vigilância epidemiológica do município, Juscilândia da Silva Costa.

Conforme preconizado pelo Ministério da Saúde, os extratos com índices de infestação predial inferiores a 1% estão em condições satisfatórias, o índice entre 1% e 3,9% estão em situação de alerta e os que estão superiores a 4% em situação de alto risco.

Veja também:
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Infestação do mosquito da dengue ainda demanda alerta em Fabriciano: 2,7%

Outros criadouros:
Depósitos ao nível do solo para armazenamento doméstico (tonel, tambor, barril, tina, depósitos de barro, filtros, moringas, potes), correspondendo a 7,8%; Depósitos fixos – Tanques em obras de construção civil, borracharias e hortas, calhas, lajes e toldos em desnível, ralos, sanitários em desuso, piscinas não tratadas, fontes ornamentais; cacos de vidro em muros, outras obras e adornos arquitetônicas (caixas de inspeção/passagens), corresponde a 8,5%; Resíduos sólidos (recipientes plásticos, garrafas PET, latas), sucatas, entulhos de construção 14,2% e naturais – exemplo: axilas de folhas (bromélias, etc.), buracos em árvores e em rochas, restos de animais (cascas, carapaças, etc.) correspondendo a 18,4%.
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