03 de março, de 2024 | 18:00
Professora alerta que a covid-19 não é uma doença do passado
A doença causada pelo vírus SARS-CoV-2 não é classificada como sazonal, como a gripe, e a situação epidemiológica no Brasil, apesar da diminuição dos casos em comparação ao início da pandemia, em dezembro de 2019, e do avanço da vacinação, ainda incita cuidados.
Como explica a docente de Enfermagem do Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais (Unileste), Mestra em Ciências da Saúde com foco em epidemiologia das doenças infecciosas e parasitárias, Larissa Cardoso, é preciso se lembrar que a covid-19 não é uma doença do passado. "O vírus ainda está presente em nosso meio e pode causar quadros graves. Por isso, é fundamental mantermos os cuidados básicos de prevenção e garantirmos um ciclo vacinal completo. A vacina é a melhor forma de se proteger".
A especialista também ressalta a importância da busca por atendimento médico caso apresente sintomas gripais como febre, tosse, coriza, dor de garganta, perda de olfato ou paladar. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem evitar complicações”, ressalta Larissa.
Entre as medidas de prevenção simples e eficazes, já conhecidas pela população, estão: o uso de máscara em caso de sintomas gripais, em ambientes fechados e em locais com aglomeração de pessoas; higienização das mãos com água e sabão ou álcool em gel; cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar; e, o mais importante, vacinar-se.
Aumento de casos em 2024
O Brasil está vivenciando um aumento significativo de casos de covid-19 neste início de ano, com mais de 240 mil registros e quase 2 mil mortes apontados em dados do Ministério da Saúde. O boletim Infogripe da Fiocruz corrobora essa tendência, revelando um aumento nos diagnósticos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada à covid-19, principalmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.
Só nas duas primeiras semanas de fevereiro, mais de 45 mil novos casos de covid-19 apareceram e, no período pós-Carnaval, é possível um pico de infecções.
Será covid ou dengue?
Embora a dengue e a covid-19 compartilhem alguns sintomas, como febre, dor no corpo, falta de apetite e perda de paladar, existem características distintas que podem auxiliar na diferenciação. "Junto aos sintomas em comum, a dengue normalmente provoca dores musculares e articulares intensas, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas pelo corpo; a Covid-19 provoca uma tosse mais persistente, falta de ar e desconforto respiratório", explica a professora Larissa Cardoso.
Cardoso aponta que o Aedes aegypti - o mosquito-da-dengue -, "é reconhecido por suas caraterísticas listras brancas e é responsável por uma série de enfermidades (além da dengue), tais como febre chikungunya, o Zika vírus e a febre amarela urbana".
Segundo o Ministério da Saúde, o diagnóstico preciso é essencial para o tratamento eficaz. Testes para detecção da presença dos vírus estão disponíveis para ambas as doenças: Teste RT-PCR, que identifica o material genético em amostras respiratórias (viável entre o 3º e 5º dia de sintomas); e a Sorologia, que identifica a presença de anticorpos no sangue e pode ser realizada após o 6º dia de sintomas para a dengue e após o 10º dia para a Covid-19.
Assim como as medidas preventivas são fundamentais para Covid-19, a dengue também exige atenção. É preciso eliminar focos de água parada, usar repelente, sempre que possível cobrir a maior parte do corpo, aplicar inseticidas e larvicidas.
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Oliveira
05 de março, 2024 | 06:59A Covid sempre existiu. Tanta informação distorcida!”
Jose
04 de março, 2024 | 07:07Porque a covid tem sido mais fatal entre os que tem mais de 60? Imunidade baixa. Porque tem sido menos fatal entre os que tem menos de 60 anos? imunidade alta. Entre vários cuidados, procurar manter a imunidade alta: tomando vitamina D e K, vitamina B12, complexo B, vitamina C, alimentação reforçada e exercícios físicos.”