A mulher presa por levar um idoso já morto a uma agência de banco em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, disse em depoimento na Delegacia de Polícia Civil, que queria sacar R$ 17 mil de um empréstimo feito pelo homem para satisfazer desejos do suposto tio, Paulo Roberto Braga, de 68 anos.
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Presa por levar homem morto a banco, Érika de Souza revela à polícia forte desejo do idoso para sacar empréstimo de R$ 17 mil
A investigação ainda não concluiu se Érika de Souza Vieira Nunes, 42 anos, é de fato além de cuidadora e vizinha de Paulo, sua sobrinha.
Já com uma advogada constituída, a suposta sobrinha de Paulo afirmou que o idoso chegou vivo ao banco e morreu durante o atendimento.
Entretanto, imagens de câmeras de segurança já no estacionamento do banco mostram que ela tentou manter a cabeça dele ereta. Também durante a tentativa de assinatura do empréstimo, a mulher aparece segurando a cabeça do idoso. O Samu atestou que a morte tinha ocorrido pelo menos duas horas antes. Entre indignação e piadas, a fala dela no atendimento do banco: "Assina aí, Tio Paulo", virou meme.
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Presa por levar homem morto a banco, Érika de Souza revela à polícia forte desejo do idoso para sacar empréstimo de R$ 17 mil
O que diz a polícia e a advogada da mulher?
O delegado Fábio Luiz, responsável pelo caso, disse que o esclarecimento - se a vítima já chegou morta ao banco ou morreu dentro da agência - altera pouco o crime investigado.
"Isso interfere pouco na investigação. O próprio vídeo deixa claro para quem está vendo, por imagem, que aquela pessoa está morta. Imagine ela que não apenas está vendo, mas vendo e tocando. Só o fato de ela ter dado continuidade, mesmo com ele morto, já configura os crimes pelos quais ela vai responder", disse nessa quarta-feira (17) Fábio Luiz, em entrevista ao Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil.
A advogada de Érica, Ana Carla de Souza Correa, afirma que o homem estava vivo quando chegou ao banco, e que sua cliente se encontrava em estado emocional abalado e sob efeito de remédios. Em depoimento à Polícia Civil, Érica disse que foi à agência bancária levada por um motorista de aplicativo.
Homem tinha manifestado vontade de comprar TVNo depoimento na delegacia, Érika relatou que Paulo queria comprar uma televisão e fazer algumas obras em sua casa. Por isso, o levou ao banco para sacar o empréstimo após o idoso ter alta hospitalar de uma internação decorrente de pneumonia.
Após deixar o hospital, Paulo Roberto passou a receber os cuidados da suposta sobrinha e teria mostrado interesse em sacar o dinheiro via empréstimo obtido no fim de março. Também no depoimento, Érika relatou ter chamado um carro de aplicativo e o motorista ajudado no embarque e desembarque do idoso, acomodado em uma cadeira de rodas.
A polícia agora procura o motorista para ele também depor. O Samu atestou a morte de Paulo Roberto como ocorrida duas horas antes de chegar à agência bancária, por conta de manchas escuras na pele, os livores, resultado de acúmulo de sangue ou falta da substância. Já Érika permanece presa acusada de "vilipêndio de cadáver". Trata-se de um crime previsto no artigo 212 do Código Penal Brasileiro. A pena para esse delito é de 1 a 3 anos e, na prática, o infrator não vai preso, apenas paga multa e cumpre, no máximo, prisão domiciliar.
OBS: ✋👉Imagem forte. Se você for sensível, não dê play no vídeo