20 de junho, de 2024 | 08:30
Adevipa convida pessoas com deficiência visual a se juntarem a comunidade
Por Isabelly Quintão - Repórter Diário do Aço
O ato de combater a realidade da exclusão de pessoas com deficiência visual na sociedade já é realizado em Ipatinga, mas ainda é preciso um fortalecimento. É isso o que contam os representantes da Associação dos Deficientes Visuais de Ipatinga (Adevipa), que convidam novas pessoas a participarem da instituição.
Conveniada com a Prefeitura de Ipatinga por meio da Secretaria de Assistência Social, a associação sem fins lucrativos de caráter filantrópico tem sede na rua Chiquinha Gonzaga, número 59, no bairro Ideal. O trabalho ocorre das 12h às 18h de segunda a sexta-feira.
Os residentes que têm algum tipo de deficiência visual entram na entidade ao mostrar um laudo comprovando a deficiência. Há, ainda, algumas indicações do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), das unidades de saúde, de vizinhos próximos e comunidade em geral. Os interessados em participar deste trabalho podem entrar em contato por meio do telefone 3824-1227.
Trabalho amplo
A assistente social da Adevipa, Maria da Consolação dos Santos Ferreira, detalhou à reportagem do Diário do Aço que o trabalho feito pela associação é bastante amplo. Nossa instituição foi fundada com o intuito de apoiar e dar assistência às pessoas com deficiência visual e seus familiares. Atuamos na área da assistência social, mas também trabalhamos em oficinas que englobam outras políticas, como saúde, educação, cultura, esporte, lazer, dentre outros”.
Dentre as oficinas existentes para os nossos beneficiários e suas famílias estão as de artesanato, música e braille para aqueles que nasceram cegos ou que ficaram no decorrer de sua vida. O objetivo é que eles tenham uma vida com qualidade e motivação. Por isso trabalhamos com a leitura do braille. Toda quarta-feira tem um oficineiro que atua com esse público”, acrescentou Maria da Consolação.
A assistente social ainda enfatizou que a Adevipa também trabalha com mobilidade. Ensinamos a andar dentro de casa e na rua, que é muito difícil, mas orientamos essa parte. Ajudamos a usar a bengala, principalmente as pessoas que ficaram cegas depois de adulto. Elas têm uma certa dificuldade em usá-la”, afirmou.
Convite
O convite para participar da associação é destinado ao público que tem em sua família alguém com deficiência visual, um vizinho ou um conhecido. Peço que todas as pessoas passem informação sobre a nossa instituição, porque o nosso foco é fazer encaminhamento e orientar para os outros órgãos que atendem dentro das outras políticas. Estamos aqui para recebê-los”, concluiu.
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