Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Os investigados ajuizaram uma ação contra o Estado para obter recursos financeiros para suposta compra de medicamentos para o tratamento de um falso câncer de um dos envolvidos
Ministério Público de Minas GeraisO Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Regional de Divinópolis e da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, e a Polícia Militar de Minas Gerais deflagraram, na tarde desta quarta-feira, 19 de junho, a Operação Efeito Colateral.
O objetivo é combater um esquema criminoso montado para obter a liberação fraudulenta de cerca de R$ 1,6 milhão dos cofres estatais.
Conforme apurado, os investigados, utilizando-se de documentos falsos, ajuizaram uma ação contra o Estado de Minas Gerais, com o objetivo de obter recursos financeiros para suposta compra de medicamentos para o tratamento de um falso câncer de um dos envolvidos. Uma assessora lotada na Vara da Fazenda Pública e Autarquias de Divinópolis articulou a fraude processual.
Até a deflagração da operação, já haviam sido liberados mais de R$ 656 mil, que foram depositados diretamente na conta de um dos investigados.
Foram cumpridos três mandados de prisão e dois mandados de busca e apreensão para arrecadar materiais ilícitos, objetos e instrumentos ligados às práticas criminosas. Tendo em vista o prejuízo gerado ao Estado de Minas Gerais, houve bloqueio de contas bancárias e sequestro de bens móveis e imóveis dos investigados.
A Operação Efeito Colateral contou com a participação de dois promotores de Justiça, oito agentes do Gaeco e 15 policiais militares, e um total de oito viaturas.