23 de junho, de 2024 | 08:30

Sobe para 75 os casos de febre oropouche no Vale do Aço

Flávio Carvalho/WMP Brasil/Fiocruz
Região concentra mais de 90% das notificações em todo o estadoRegião concentra mais de 90% das notificações em todo o estado

Por Matheus Valadares - Repórter Diário do Aço

Segundo apurado pelo Diário do Aço junto à Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), até o dia 11 deste mês o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-MG), da Fundação Ezequiel Dias (Funed), identificou 82 amostras que testaram positivo para a febre oropouche no estado.

Do total, 75 casos estão localizados no Vale do Aço, o que representa 91,46% do total de notificações. Os casos estão distribuídos da seguinte forma: 1 caso em Congonhas - URS Barbacena; 1 caso em Gonzaga - URS Governador Valadares; 2 casos em Ipatinga - URS Coronel Fabriciano; 30 casos em Coronel Fabriciano - URS Coronel Fabriciano; 30 casos em Joanésia - URS Coronel Fabriciano; 15 casos em Timóteo - URS Coronel Fabriciano; 3 casos confirmados na URS de Belo Horizonte de pessoas residentes no município de Botuverá, em Santa Catarina, já notificados ao estado.

Anteriormente, havia um registro da doença no município de Marliéria, no entanto, a SES-MG esclareceu que “a amostra identificada teve resultado indeterminado e, por isso, foi retirada dos casos confirmados".
Por outro lado, os registros da doença em Timóteo subiram de 11 para 15, e o de Fabriciano saltou de 26 para 30, o que aumentou os casos na região de 70 para 75.

Febre oropouche
A febre oropouche é uma doença causada por um arbovírus do gênero Orthobunyavirus, da família Peribunyaviridae. Os sintomas são parecidos com os da dengue e da chikungunya: dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, náusea e diarreia.

O diagnóstico da arbovirose é clínico, epidemiológico e laboratorial e todo caso com diagnóstico de infecção pelo vírus deve ser notificado pelo município no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

A Secretaria de Estado de Saúde informou ainda que “acompanha a evolução dos casos e conduz a devida investigação epidemiológica no estado, por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Estado de Minas Gerais (Cievs-Minas)”.

Destaca-se ainda que o estado de Minas Gerais não registrou casos ou óbitos por febre oropouche até o ano de 2023.

Prevenção
As medidas de prevenção são voltadas ao controle vetorial e são as mesmas adotadas para a dengue, zika e chikungunya: evite áreas onde há muitos mosquitos, se possível; Use roupas que cubram a maior parte do corpo e aplique repelente nas áreas expostas da pele; Mantenha a casa e, principalmente, o quintal limpo, removendo possíveis criadouros de mosquito; Em caso de sintomas suspeitos, procure uma Unidade Básica de Saúde imediatamente e informe sobre sua exposição potencial à doença.

Já publicado:
Secretaria de Saúde de Fabriciano promove estudo do mosquito transmissor da febre oropouche
Estado articula presença do Ministério da Saúde na região para colaborar na investigação da febre oropouche
Estado confirma novos 68 casos de febre oropouche no Vale do Aço
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