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Vários estados do país têm passado por um momento crítico em relação às queimadas
Por Matheus Valadares - Repórter Diário do Aço O estado de Minas Gerais registra aumento significativo de focos de incêndio em áreas com vegetação neste início de segundo semestre. Conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do início do mês de agosto até esta terça-feira (27), foram registrados 2.203 focos de queimadas em território mineiro. No ano passado, em todo o mês, foram contados 1.029 pontos de fogo, um aumento de 114,09%.
Quando analisados os meses de julho e agosto, o estado já soma 3.411 pontos de queimadas registrados pelo Inpe, o que corresponde a 4,46% do total de focos de todo o país no mesmo período.
A estação de inverno, marcada por estiagem e clima seco, se torna crítica em relação à propagação do fogo, seja criminoso ou não.
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Quando analisados somente os meses de agosto, 2024 fica atrás apenas de 2011, 2010 e 2007, quando houve 2.445, 3.634 e 3.681 focos de fogo, respectivamente.
Números por estadosO levantamento do Inpe coloca Pará, com 13.482 focos de incêndio em vegetação entre os dias 1/7 e 27/8, como o primeiro no ranking. O estado é responsável por 17,63% das queimadas em todo o país durante o período. Na sequência estão Mato Grosso com 13.144 focos (17,19%), Amazonas com 12.469 (16,31%), Mato Grosso Do Sul com 5.648 (7,39%), Rondônia com 5.202 (6,80%), Maranhão com 4.462 (5,84%), São Paulo com 3.995 (5,23%), Tocantins com 3.951 (5,17%), Minas Gerais com 3.411 (4,46%) e Acre com 2.143 (2,80%) fecham o Top 10.
Do lado oposto, Roraima com 43 focos registrados (0,06%), Rio Grande do Norte com 41 (0,05%), Alagoas com 9 (0,01%), Amapá também com 9 (0,01%) e Sergipe com 5 (0,01%) são as unidades federativas que menos tiveram incêndios registrados pelo Inpe nos meses de julho e agosto.