Empresa do Vale do Aço doará estrutura para novo telhado da Catedral

02/10/2024 às 08:50
Divulgação
Cerca de 300 toneladas de entulhos foram geradas com a demolição do telhado

A comissão da campanha "SOS Co-Catedral" anunciou que o projeto de reforma da igreja em Coronel Fabriciano receberá toda a estrutura metálica do novo telhado, que será doado pelo grupo Emalto. Ainda é aguardada a manifestação de outras empresas da região em apoio à reconstrução da igreja, que deve continuar neste ano, com a restauração das paredes da nave.

Segundo informações repassadas pela comissão, a estrutura do novo teto teria um custo orçado em mais de R$ 500 mil. Porém, a empresa fabricará toda a estrutura metálica como doação. "Dessa forma, a Emalto reitera a importante participação de seu fundador Alexandre Torquetti na construção da Co-Catedral, junto ao padre Hélio e Dom Lara, no período de 1988 a 1993", diz a nota enviada pela comissão.

A Catedral é uma igreja católica de grande importância para a história religiosa e cultural do Vale do Aço. No entanto, está há mais de dois anos fechada, desde que parte do teto da nave cedeu, em 12 de maio de 2022, conforme noticiado pelo Diário do Aço. Devido à imponência de sua estrutura, a reforma tem um alto custo, inicialmente previsto entre R$ 4 e R$ 6 milhões. Por isso, foi necessária uma série de iniciativas e campanhas para a arrecadação de recursos.

No último dia 16/9, começou a primeira parte do projeto de reforma, com a demolição do teto, serviço orçado em R$ 500 mil. Os trabalhos estão agora concentrados na retirada de cerca de 300 toneladas de entulho gerado pela demolição, levado para o bota-fora da Copasa, próximo ao Hospital da Unimed, em Fabriciano.

Doações
Após o desabamento do telhado, um grupo de empresários e lideranças locais iniciou uma busca por doações e apoio para viabilizar a reforma da igreja. O projeto "SOS Co-Catedral" é liderado pelo pároco da Paróquia São Sebastião, padre José Cláudio Teixeira, e conta com o trabalho voluntário de alguns empresários e profissionais, que atuam como um comitê gestor, responsável por avaliar e operacionalizar cada etapa da reforma.

Uma das doações recebidas foi da empresa Lígia Araújo Arquitetura e Urbanismo, que elaborou o projeto arquitetônico sem custos para a igreja. A demolição do antigo telhado também foi realizada por meio de emenda parlamentar no valor de R$ 500 mil, destinada pelo deputado estadual Celinho Sintrocel (PCdoB). Ainda conforme informado, outras contribuições foram essenciais para a obra. As empresas Djafer e Francofer doaram as telhas metálicas para o tapume que isola a obra e protege quem passa pela esquina da rua São Sebastião com a rua Angélica.

Obras
Diferentemente do que foi anunciado pela paróquia, de que as obras teriam continuidade apenas em 2025, a direção da comissão não pretende paralisar as obras e planeja refazer as paredes ainda neste ano, com os recursos já arrecadados. A comissão busca agora outros colaboradores para garantir mais doações para o projeto e negocia com a Usiminas, que também colaborou na primeira construção da Catedral, para o fornecimento do aço necessário para a fabricação da estrutura metálica do telhado, a ser feita pela Emalto.

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