04 de dezembro, de 2024 | 05:00
Exposição excessiva ao sol é um dos fatores de risco para o câncer de pele
A exposição excessiva ao sol é um dos principais fatores de risco para o câncer de pele, o tipo mais comum da doença entre homens e mulheres no Brasil. A campanha Dezembro Laranja busca conscientizar a população sobre medidas de proteção contra essa condição. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de pele corresponde a 30% dos tumores malignos registrados no país.
Letícia Murer, médica dermatologista que atende em Ipatinga, explica que o câncer de pele pode se manifestar de diversas formas, dependendo do tipo, e que alguns sintomas exigem atenção especial.
No caso do melanoma, uma das formas mais graves da doença, as principais alterações incluem mudanças em pintas ou manchas já existentes, como crescimento rápido, bordas irregulares, assimétricas ou mal definidas, além de alterações na forma, no tamanho ou na cor. É comum que essas lesões apresentem diferentes tonalidades, como azul, branco, vermelho, preto e marrom.
"É importante observar a presença de crostas, sangramentos ou coceira no local, além de lesões que surgem e demoram a cicatrizar ou não cicatrizam. Feridas que não cicatrizam após algumas semanas ou apresentam sangramento frequente e formação de crostas também são sinais que merecem atenção", detalha Letícia Murer.
No caso do câncer de pele não melanoma, que inclui o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular, os sintomas podem incluir pequenas protuberâncias brilhantes, peroladas ou semelhantes a cicatrizes, bem como áreas endurecidas ou escurecidas que podem apresentar sangramento e crostas. "É importante lembrar que nem toda alteração na pele indica câncer, mas, ao notar qualquer sintoma, é fundamental procurar um médico para avaliação", orienta a especialista.
Cuidados
A médica reforça a importância de cuidados diários para prevenir o câncer de pele, incluindo hábitos saudáveis, uso de protetor solar com amplo espectro de proteção contra raios UVA e UVB, e fator de proteção solar (FPS) acima de 30, além de roupas, chapéus e óculos de sol para proteção adicional.
"Os raios ultravioleta A (UVA) penetram mais profundamente na pele, sendo associados ao envelhecimento precoce e às manchas solares. Eles estão presentes durante todo o dia, mesmo quando o sol não está visível. Já os raios ultravioleta B (UVB) afetam as camadas mais superficiais da pele, sendo os principais responsáveis por queimaduras e pelo câncer de pele. A incidência dos UVB é mais intensa entre 10h e 16h", explica.
Exposição ao sol
Para se expor ao sol de forma segura, Letícia Murer recomenda evitar os horários de maior intensidade dos raios UV e sempre utilizar protetor solar, que pode ter sua ação reforçada pelo uso de roupas com proteção solar.
"Sempre que possível, evite a exposição direta ao sol, buscando sombra sob árvores, guarda-sóis ou outras coberturas. Manter-se hidratado é essencial, especialmente em períodos de altas temperaturas, para preservar a hidratação da pele e do corpo. Além disso, é importante fazer acompanhamento médico regular para monitorar a saúde da pele", orienta a dermatologista.
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