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A jovem teria pegado seis barras de crack em São Paulo para levar a Ipatinga
Uma mulher de 21 anos, moradora de Uberlândia, foi presa no Anel Rodoviário, em Belo Horizonte, ao tentar transportar seis barras de crack para Ipatinga. Ela teria pegado os entorpecentes em São Paulo, e estava em um ônibus no momento em que foi abordada, conforme apurado pelo plantão do Diário do Aço.
Uma vistoria de bagagens foi feita dentro do coletivo, quando uma mochila preta com drogas foi encontrada. Ao serem questionados sobre a origem da mochila, nenhum passageiro se manifestou, e a jovem demonstrou inquietude e nervosismo com a presença dos policiais.
Ao ser abordada pelos militares, apresentou falas contraditórias e, com ela, estavam uma bolsa pequena e uma mala de médio porte, que estava vazia, o que levantou suspeitas.
Os demais passageiros do coletivo relataram que a jovem, ao perceber que os policiais iriam vistoriar o veículo, pegou a mochila preta que levava consigo e a colocou no bagageiro de mão, do lado contrário ao que estava assentada.
Questionada sobre o fato, ela disse que foi acionada por uma mulher em Uberlândia, mas não quis fornecer nomes. E que teria sido levada para São Paulo, onde recebeu de um homem uma bolsa com os entorpecentes para viajar com destino a Ipatinga.
Na cidade do Vale do Aço ela seria recepcionada na rodoviária e entregaria o material apreendido, avaliado em torno de R$ 200 mil. Em troca ela receberia o pagamento de R$ 1 mil, além do valor gasto no deslocamento hospedagem.
Mulas do tráficoO uso de jovens mulheres como “mulas” do tráfico tem sido um recurso frequentemente utilizado pelos narcotraficantes. As jovens, em sua maioria sem passagens pela polícia e portanto, sem suspeitas, são contratadas por organizações criminosas para fazer o transporte de cargas de drogas.
Quanto ao delito imputado às “mulas”, é o tráfico de drogas, previsto no artigo 33 da Lei 11.343/06. A jurisprudência assinala que “o agente que transporta entorpecentes, no exercício da função de ‘mula’, integra organização criminosa” e tem mantido penas que variam de 10 a 15 anos de reclusão.