Vale do Aço deve receber 26 radares fixos em rodovias estaduais

30/01/2025 às 14:12
Repórter Matheus Valadares
Ana Feres/DER-MG
Projeto do DER-MG visa oferecer mais segurança nas rodovias estaduais

O Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) mapeou 26 pontos em rodovias estaduais elegíveis a receberem novos radares em 2025 no Vale do Aço, conforme previsto em edital publicado no fim de dezembro de 2024. Ao todo, o governo mineiro planeja instalar 764 novos controladores e redutores eletrônicos de velocidade, conforme já noticiado pelo Diário do Aço.

Conforme listagem publicada no edital, as estradas na região que podem receber os dispositivos são AMG-4005, AMG-4020, LMG-758, LMG-759, MG-232, MG-329 e MG-425. O documento pode ser extraído no site da autarquia estadual.
A LMG-758, que liga Açucena a Belo Oriente, no Colar Metropolitano do Vale do Aço, é a que apresenta mais pontos possíveis de fixação de radares, com dez, no entanto, isso não significa que serão instalados todos eles.

“Em todos os pontos onde o DER implanta radares são realizados estudos técnicos para verificar as condições do local e para verificar se o controle eletrônico de velocidade é o melhor dispositivo para ser implantado naquele local”, explica Cristiano Coelho, diretor de Operação Viária do DER-MG.

A instalação de novos equipamentos é prevista em programa de governo alicerçado em três pontos fundamentais: controle de velocidade eletrônica, intervenções em pontos críticos nas rodovias sob jurisdição do DER-MG e educação para o trânsito. O objetivo é a prevenção e redução de acidentes nas estradas estaduais. O planejamento é que, com essa iniciativa, o número de equipamentos em todo estado passe dos atuais 536 para 1,3 mil. O investimento destinado aos novos radares está estimado em R$ 313.203.444,11 para efeitos de licitação.

Sobre as acusações de que os radares são “indústria da multa", Coelho rechaça essa possibilidade. “Apenas 0,1% dos veículos excedem o limite de velocidade, o que mostra o motivo de conseguirmos reduzir os acidentes e que a população também entende a importância desses equipamentos. Não tem indústria de multa e de fato só é autuado aqueles veículos que passam com excesso de velocidade. Todos os radares de Minas têm a sinalização mínima prevista na legislação e ainda têm uma sinalização complementar, já que o objetivo é que todos os usuários trafeguem dentro do limite seguro para a rodovia”, esclarece.

Comportamento
A gerente de Educação para o Trânsito do DER-MG, Rosely Fantoni, enfatiza o comportamento humano no trânsito. “O ser humano é muito interessante porque ele está sempre avaliando qual o benefício que ele tem a partir de um comportamento e o que ele vai perder com aquele comportamento. Usando como exemplo a questão do redutor de velocidade, ele [motorista] vai avaliar e saber se ali tem alguma fiscalização, tem algum agente de trânsito, porque se tiver e ele correr algum risco de ser multado, por exemplo, ele se mantém dentro do comportamento esperado, que é exatamente o comportamento de adequar as normas e as regras daquela estrada”, afirma.

Segurança
A gerente também pontua que o redutor serve como segurança não só para o motorista, como para outros usuários da via. “Nós temos que entender que tem áreas que nós temos circulação de pessoas, crianças, temos escolas, igrejas, a área comercial no entorno da rodovia e nós também temos que preservar essas pessoas”, continua a especialista, que ainda afirma que o desejo é que não seja necessário ter nenhum tipo de equipamento que possa controlar as pessoas.
Osias Batista, especialista em transporte e trânsito, explica que três fatores que incidem diretamente sobre a ocorrência de mortes nos acidentes rodoviários.

“Quanto mais alta velocidade, mais difícil é controlar o carro, mais difícil é parar o carro, mais difícil é fazer as curvas mais difíceis, se desviar de qualquer coisa que aconteça. Quanto mais alta velocidade, maior a distância que o carro percorre até que o motorista, ao perceber que ele tem que fazer uma manobra qualquer, seja frear, seja se desviar. Se ele tem que tomar uma ação a 100 metros, às vezes não dá para ele tomar essa ação a 100 metros, porque ele chega muito rápido. E terceiro, quanto mais alta velocidade, maior é o estrago, o que acontece no corpo das pessoas envolvidas”, conclui.

Já publicado:
Radar é removido da BR-458 para reparo, afirma Dnit
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