26 de fevereiro, de 2025 | 08:45
Acidentes com animais peçonhentos chegam em 92 no Vale do Aço
Marcele Pena/Divulgação
Jararacuçus, jararacas, urutus, caiçaras e comboias são comuns no Brasil e respondem por grande parte dos acidentes com serpentes
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Com o período chuvoso, é comum que animais peçonhentos saiam de seus esconderijos para buscarem locais seguros da chuva, consequentemente, os seres humanos ficam mais expostos a acidentes com esses animais. Neste ano, no Vale do Aço, já foram notificadas 92 ocorrências nesse sentido. Os dados, analisados pela reportagem do Diário do Aço, são do painel epidemiológico de Acidentes por Animais Peçonhentos da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais.
Os municípios que registraram mais casos até agora foram Inhapim, com 16, e Ipatinga, com 14. A maior parte das ocorrências, em toda a região, aconteceu na zona urbana (52,75%), enquanto a zona rural soma 47,25% dos casos.
Tipos de acidente
Escorpiões são os principais responsáveis pelos acidentes, 66 casos envolveram sua peçonha. Em segundo lugar estão as aranhas, com 11 acidentes e, sem seguida, abelhas (6), serpentes (5) e quatro outros envolvendo animais não identificados. Mãos e pés foram os locais com as maiores incidências de picadas, registrando 20 e 17 ocorrências, respectivamente.
Entre os acidentes com serpentes, 40% dos casos envolveram uma jararacuçu, jararaca, urutu, caiçaca ou comboia, que estão entre as espécies mais comuns no território brasileiro. As espécies de aranhas e escorpiões não foram especificadas no painel.
Tratamento
Em caso de acidentes com esses e outros animais com peçonhas, agências de saúde de todo o país indicam que a busca por atendimento médico deve ser urgente, o que diminui as chances de agravos no caso. Nesse sentido, das 92 pessoas que foram picadas, 53 buscaram ajuda na primeira hora após o acidente, outras 20 procuraram com até três horas após o contato.
Dessa forma, 89 pessoas conseguiram ser curadas da peçonha. Há um óbito registrado no Vale do Aço por esse tipo de acidente, e os outros dois registros estão em branco ou foram ignorados.
Veja abaixo os números na RMVA:
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