11 de abril, de 2025 | 17:23

Diferença entre salário de homens e mulheres recua 0,61% em Minas Gerais

Débora Anício
3º Relatório de Transparência Social pesquisou 1.052 estabelecimentos mineiros. No Brasil, a diferença aumentou 0,18% desde a última sondagem3º Relatório de Transparência Social pesquisou 1.052 estabelecimentos mineiros. No Brasil, a diferença aumentou 0,18% desde a última sondagem

Dados do 3º Relatório de Transparência Salarial e Critérios Remuneratórios divulgados pelo Governo Federa apontam que a separação entre o salário de homens e mulheres diminuiu em Minas Gerais. Desde a última pesquisa, em setembro de 2024, a diferença caiu em 0,61%. Em 2024, homens recebiam 24,88% a mais. Agora, a defasagem é de 24,27%. De acordo com o relatório, a média salarial de mulheres em Minas Gerais é de R$ 3.203,80, contra R$ 4.230,70 dos homens.

No Brasil, a disparidade ainda é alta: 20,87%, com um aumento de 0,18% desde o último relatório. O fator racial também segue como um dos maiores desafios no diagnóstico nacional. Por exemplo, mulheres negras ganham, em média, R$ 2.864,39 enquanto mulheres não negras recebem R$ 4.661,06, ou seja, 38% a mais. Em Minas Gerais, mulheres negras ganham, em média, R$ 2.704,82, e mulheres não negras recebem R$ 3.917,12. Uma diferença de 30,9%.

Avanços
Um dado positivo mostrado pelo 3º Relatório de Transparência Salarial é que houve um crescimento de 18,2% na participação das mulheres negras no mercado de trabalho. O número passou de 3,2 milhões para 3,8 milhões de mulheres negras empregadas.

Em relação ao número de estabelecimentos com no máximo 10% de mulheres negras, houve uma queda na comparação com os dados de 2023, saindo de 21.680 estabelecimentos para 20.452 em 2024. Outro ponto positivo é o aumento na quantidade de estabelecimentos em que a diferença é de até 5% nos salários médios e medianos para mulheres e homens.

Estabilidade relativa
A porcentagem da massa de todos os rendimentos do trabalho das mulheres, entre 2015 e 2024, variou de 35,7% para 37,4%. “Essa relativa estabilidade decorre das remunerações menores das mulheres, uma vez que o número delas no mercado de trabalho é crescente”, pontuou Paula Montagner, subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho do MTE. O número de mulheres ocupadas aumentou de 38,8 milhões em 2015 para 44,8 milhões (6 milhões a mais) em 2024, já o de homens subiu de 53,5 milhões para 59 milhões (5,5 milhões a mais) no mesmo período.

Tipos de ocupação
O relatório também aponta que as mulheres diretoras e gerentes recebem 73,2% do salário dos homens, enquanto as profissionais em ocupação de nível superior recebem 68,5% do salário deles. Já as trabalhadoras de serviços administrativos recebem 79,8% dos salários dos homens.

Estados
Quanto às unidades da Federação, o relatório revela que as menores desigualdades salariais do país estão em Pernambuco (9,14%), Acre (9,86%), Distrito Federal (9,97%), Piauí (10,04%), Ceará (10,21%) e Alagoas (11,08%). Na outra ponta, estão os estados do Paraná (28,54%), Espírito Santo (28,53%), Santa Catarina (27,96%) e Rio de Janeiro (27,82%). (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República)


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