31 de agosto, de 2025 | 08:45

Timóteo registra 12 casos confirmados de escarlatina em 2025

Inteligência Artificial/ Imagem Ilustrativa
A ''língua em framboesa'', com cor avermelhada por causa da descamação das papilas, é uma das manifestações da escarlatina A ''língua em framboesa'', com cor avermelhada por causa da descamação das papilas, é uma das manifestações da escarlatina
Por Bruna Lage - Repórter Diário do Aço
O município de Timóteo soma 42 casos suspeitos de escarlatina nas escolas. Destes, 12 foram confirmados e sete aguardam informações. Os números, contabilizados até o dia 29 de agosto, foram fornecidos pela administração municipal, em solicitação feita pela reportagem do Diário do Aço. O assunto ganhou destaque nos últimos dias na cidade.

Em nota, Secretaria Municipal de Saúde e Qualidade de Vida, informa que, no dia 13 de agosto, a Escola Municipal Ana Moura entrou em contato com a Unidade Básica de Saúde do bairro para comunicar um possível surto de escarlatina. Na ocasião, a unidade escolar solicitou apoio da Vigilância em Saúde para investigação do surto suspendeu temporariamente as aulas para conter o surto, antes mesmo de receber as orientações da Vigilância em Saúde.

Em visita à escola, a Vigilância em Saúde repassou as orientações de higienização e cuidados para que não houvessem mais casos. Na Escola Municipal Ana Moura foram 17 casos suspeitos (um professor e 16 alunos) e cinco foram confirmados. Já no dia 21 a Vigilância Epidemiológica foi informada de mais um possível surto, desta vez na Escola Municipal do Novo Tempo, que já havia suspendido as aulas temporariamente, antes mesmo de receber as orientações da Vigilância em Saúde.

Recomendação
A escola foi orientada pela a equipe a fazer a higienização dos ambientes e objetos comuns e informar aos pais e responsáveis para que em caso de aparecimento de sintomas. Na Escola Municipal do Novo Tempo foram informados nove casos suspeitos, sendo dois confirmados. No dia 25 de agosto, a notificação à Vigilância Epidemiológica partiu da Creche Caminho da Esperança, no bairro Timotinho, quando foi informado um caso suspeito.

Casos recentes
No dia 28 de agosto foram informados mais 2 casos suspeitos, totalizando 3. Um caso foi confirmado, um descartado e um está aguardando resultado. Também no dia 25 de agosto, a diretora da Creche Reviver, no bairro Timirim, entrou em contato com a Vigilância Epidemiológica para informar cinco casos suspeitos. Todos os cinco estão aguardando a confirmação.

Dia 27 de agosto, a Vigilância Epidemiológica foi acionada pela Escola Batista, no bairro João XXIII, para informar dois casos suspeitos. Após busca ativa, os casos foram confirmados. No mesmo dia, a Escola Monteiro Lobato, no bairro Primavera, entrou em contato com a Vigilância Epidemiológica para informar seis casos suspeitos. Um foi confirmado, três descartados e dois aguardam informação de retorno de consulta.

O que é a doença
A médica endocrinologista pediátrica Lara Vieira Marçal, de Ipatinga, explica que a escarlatina é uma doença infecciosa aguda, ou seja, se manifesta num curto intervalo de tempo. Pode durar alguns dias ou até três semanas e a característica principal é a vermelhidão na pele, depois de um quadro de infecção de garganta, que é uma amigdalite, ou uma infecção de pele, por exemplo, o impetigo.

“Então, às vezes, feridas na perna, que crianças têm muito frequentemente, podem manifestar junto a essa infecção de pele ou a uma infecção de garganta, elas podem manifestar com uma vermelhidão na pele. E a escarlatina é bem característica a pele fica mais áspera, com aspecto de lixa, então é bem sugestivo quando a gente tem isso associado à febre, prostração, dor na garganta e aí a gente examina a criança e vê que está com infecção de garganta ou detecta alguma ferida da pele e que esteja associada a esse quadro de escarlatina”, detalha.

E como então toda doença contagiosa e infecciosa, ela pode se manifestar facilmente em lugares de aglomeração, por exemplo escolas ou em outros familiares.
Divulgação
A médica endocrinologista pediátrica, Lara Vieira Marçal, orienta sobre o que fazer nesse caso A médica endocrinologista pediátrica, Lara Vieira Marçal, orienta sobre o que fazer nesse caso


Causa
A escarlatina é causada pela bactéria streptococcus pyogenes e é mais frequente em crianças. “Essa bactéria pode fazer de 20 a 40% das causas de infecções de garganta em crianças e em adultos menos, geralmente até 15%. As crianças da idade escolar e os adolescentes são a faixa mais acometida na pediatria. Então, em geral, de cinco, seis anos até 18 anos, até o finalzinho da adolescência. A transmissão é feita por contato direto, ter contato mesmo com a pessoa que está doente, que está com febre, que está com essa lixa no corpo, ou também por gotícula, por exemplo, de saliva, de objetos compartilhados, como um garfo, ou até por secreção respiratória, um espirro, tosse, se tiver contato com essas secreções e que tenha a bactéria, a pessoa pode pegar e manifestar doença”, alerta a médica.

Isolamento
Em caso de suspeita, se for uma criança, idade escolar, adolescente, a escola precisa ser comunicada, conforme explica a médica Lara Vieira Marçal. “O paciente tem que ficar em isolamento em até 24 horas após o início do antibiótico, então ele tem que ficar em casa. Só pode voltar às atividades normais, seja na escola, seja no trabalho, depois de 24 horas de uso do antibiótico. Então, em caso de diagnóstico, por exemplo, os pais, eles têm que avisar a escola para ficar vigilante para saber se tem outras crianças da mesma sala, que têm contato com essa criança, se alguém estiver manifestando sintomas semelhantes, tem que procurar um atendimento médico e falar dessa suspeita para ajudar na investigação médica”, orienta.

O que fazer
Para melhorar os sintomas, uma vez diagnosticada a escarlatina, é prescrito antibiótico, por se tratar de uma bactéria, além de medicação para febre, dor. “Geralmente, depois do início do antibiótico, entre 48 e 72 horas a gente já espera que essa febre vá amenizando, e como toda infecção, repouso, tomar mais líquidos, isso é a orientação geral mesmo que a gente dá para qualquer um que esteja doente e com mal-estar”, conclui a médica endocrinologista pediátrica, Lara Vieira Marçal.

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