14 de novembro, de 2025 | 09:00

Homem é atingido com tiro na perna ao agredir familiares e PMs em Coronel Fabriciano

Wellington Fred
O 58º Batalhão acompanha o caso de um homem que somente cessou agressões a familiares e policiais depois de levar um tiro O 58º Batalhão acompanha o caso de um homem que somente cessou agressões a familiares e policiais depois de levar um tiro

A Polícia Militar prendeu, na madrugada desta sexta-feira (14), um homem de 42 anos após uma série de agressões e ameaças contra familiares no bairro São Vicente de Paula, em Coronel Fabriciano. A ocorrência evoluiu para confronto físico, e o agressor acabou baleado na perna depois de tentar ferir um policial e tentar alcançar a arma dele.

A guarnição foi acionada por um idoso de 64 anos, com o relato que o filho, C.J.R., havia consumido álcool, seria usuário de outras drogas e estava extremamente agressivo. O homem teria arrombado a porta da residência da família, ao lado de onde mora, em um cômodo anexo. Ainda conforme o solicitante, o homem passou toda a noite ameaçando os pais e proferindo ofensas graves contra a mãe, de 64 anos, além de ameaçar o pai de morte.

Enquanto os policiais conversavam com o solicitante, C.J. surgiu no andar superior da casa, segurando uma garrafa de bebida alcoólica e manteve as ameaças na presença da equipe policial. Diante da agressividade e porte físico do indivíduo, os militares pediram reforço.

Avançou contra o pai
Irmã do agressor, uma mulher de 35 anos chegou ao local com o marido, momento em que também passou a ser alvo das ofensas. Em determinado instante, C.J. avançou de forma repentina contra ela e contra o pai, obrigando a intervenção dos policiais.

O homem resistiu às ordens, desferiu socos e empurrões contra os militares e ignorou dois disparos de pistola de impulsos elétricos (PEIE), que não surtiram efeito. Durante a tentativa de imobilização, os policiais conseguiram algemar apenas uma das mãos do homem, que se desvencilhou e passou a usar a algema solta como um “soco inglês”, golpeando a cabeça de um dos PMs, que ficou encurralado próximo ao portão.

Risco era iminente
O agressor ainda tentou alcançar a arma do policial, momento em que, segundo a PM, a equipe avaliou risco iminente de grave lesão ao militar. Diante disso, um dos militares efetuou um disparo de arma de fogo, atingindo a tíbia do agressor, que então cessou as agressões.

O Samu foi acionado e a equipe prestou atendimento inicial. O homem foi encaminhado ao Hospital Márcio Cunha, em Ipatinga, onde deu entrada e permanece internado sob escolta policial.

O militar agredido foi levado à UPA do bairro Sylvio Pereira II, onde foi atendido com trauma na região da cabeça. Outro militar sofreu escoriações na mão direita, mas dispensou atendimento. A ocorrência foi registrada e encaminhada à Polícia Civil, com o caso também acompanhado pelo comando do 58º Batalhão.

Leia também:
Homem morre após resistir à abordagem policial no distrito de Cava Grande em Marliéria

Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Rx

15 de novembro, 2025 | 10:09

“Parabéns aos policiais pela ação.
Agora essa arma de choque gente pra mim teria que ser usada em briga de adolescente na escola por causa de namorada, do mais tem que ser as quadradas”

Nelore

14 de novembro, 2025 | 19:25

“No caso de legítima defesa ou de terceiros, a ação deve ser proporcional á ameaça. Portanto, o disparo não deveria ter sido na perna, pois o agressor estava atacando o PM na cabeça. Entenderam? E isso, nem pode ser considerado apologia ao crime, mas simplesmente à legítima defesa de terceiros, sendo que ele é um agente público em serviço.”

Justiceiro

14 de novembro, 2025 | 18:46

“Alguém pode explicar porque todo vagabundo que precisa de atendimento médico é ficar sobre escolta policial é levado pro Márcio cunha e não para a upa”

Envie seu Comentário