06 de janeiro, de 2026 | 07:00
Previsão climática para a região indica chuva abaixo da média no mês de janeiro
A explicação é da meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Anete Fernandes, em entrevista à reportagem do Diário do Aço
Por Isabelly Quintão - Repórter Diário do AçoA previsão climática para a Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA) indica chuva abaixo da média no mês de janeiro, o que pode ser interpretado como poucos episódios da atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). A chuva pode ser vista em forma de pancadas isoladas, mas intensa de chuva, como ocorreu nesta segunda-feira (5) ou ocorrência de veranico, que significa dias consecutivos sem chuva durante o período chuvoso.
A explicação é da meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Anete Fernandes, em entrevista à reportagem do Diário do Aço. Janeiro é um dos meses mais chuvosos do ano em todo o estado em razão da ZCAS, que começou a atuar no último sábado (2). O fenômeno deve provocar chuva em grande parte de Minas Gerais até quarta-feira (7). A partir de quinta, é esperado que volte a ter sol e as chances de chuva sejam reduzidas. O que intensifica a chuva neste período é a neutralidade no oceano Pacífico, não há El Niño ou La Niña atuando.
Raios
Em relação aos raios, Anete Fernandes explica que eles decorrem de nuvens convectivas, as chamadas cumulo Nimbus, que são comuns nos meses de primavera-verão. Em relação às temperaturas, quando estão muito elevadas e há umidade na atmosfera, em baixos ou médios níveis, favorecem o desenvolvimento de nuvens convectivas e consequentemente de raios”.
A meteorologista acrescenta, ainda, que neste caso são esperados temporais que além dos raios podem trazer outras condições: muita chuva em pouco tempo ou intensas rajadas ou precipitação de granizo.
Normalmente, quando vem granizo o volume de chuva é baixo, mas pode ocorrer intensas rajadas de vento. Pode haver também, muita chuva em pouco tempo com intensas rajadas de vento”, pontua.
Riscos à população
Anete complementa ainda que os temporais com muitos relâmpagos oferecem riscos maiores à população somente quando há exposição em campos muito abertos, perto de árvores, ou usando equipamentos eletrônicos ligados na tomada, como celular. E muita chuva em pouco tempo costuma provocar enxurradas e alagamentos. Chuva por dias consecutivos, seja forte ou fraca, traz riscos de deslizamentos”, destaca.
Sobre os pontos mais vulneráveis da região durante períodos de chuva intensa, ela conclui que consiste em regiões próximas a córregos, rios e exposição a raios.
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