07 de janeiro, de 2026 | 15:28
Ipatinga reforça rede de proteção à mulher com ações conjuntas e plano para 2026
Divulgação
Alinhamento de estratégias e ações educativas reforçam compromisso com proteção e acolhimento às vítimas
Alinhamento de estratégias e ações educativas reforçam compromisso com proteção e acolhimento às vítimasUm encontro no gabinete do prefeito reuniu representantes da administração municipal de Ipatinga, Polícia Municipal, Polícia Militar, Polícia Civil, Defensoria Pública de Minas Gerais, Secretaria Municipal de Assistência Social e outros órgãos e entidades parceiras para alinhar estratégias voltadas ao enfrentamento da violência doméstica. A reunião contou com a participação do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário do Vale do Aço (CIMVA), voltado à cooperação regional para otimização de recursos e políticas públicas, divulgou a administração municipal.
Durante a reunião, foram discutidas ações educativas, o fortalecimento do acolhimento às vítimas e iniciativas preventivas em datas estratégicas. O encontro marca o início de uma agenda conjunta ao longo do ano entre órgãos de segurança e a rede de proteção social, com foco em conscientização, reforço dos canais de apoio e orientações permanentes. Juntos somos mais fortes”, afirmou a defensora pública de Ipatinga, Izabella Nogueira Lopes, ao tratar da responsabilidade coletiva no enfrentamento à violência.
Em 2025, houve uma caminhada pelo Centro da cidade, com participação de homens, mulheres, jovens e famílias, que percorreram as ruas com o grito Respeito já! Rede unida, violência banida!”. O ato terminou em frente ao Fórum da Comarca Dra. Valéria Vieira Alves”, na Praça dos Três Poderes, em referência à integração dos poderes públicos. A mobilização integrou a rede municipal, que inclui o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher e serviços psicológicos e jurídicos.
Também foi promovida uma audiência pública na Câmara Municipal com o tema Abrigo Seguro: Proteção e Dignidade para Mulheres em Situação de Violência”, voltada à criação do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) e da Casa Abrigo. Durante o debate, foram apresentados relatos sobre impactos da violência física, psicológica, sexual, moral e patrimonial, além da necessidade de atendimento humanizado, suporte psicossocial, orientação jurídica, oficinas de capacitação e ações de empoderamento.
A criação do CRAM prevê atendimento com equipe majoritariamente feminina, de forma sigilosa e gratuita, sem exigência de denúncia formal, com suporte psicológico, social e jurídico, além de capacitação profissional. Uma ponte para a liberdade”, definiu o o secretário executivo do CIMVA, Chester Nunes. O espaço está alinhado à Lei Maria da Penha, complementa o trabalho dos Centros de Referência de Assistência Social (CREAS) por meio da especialização e incentiva o rompimento do silêncio. A audiência também defendeu ações educativas direcionadas a jovens e professores, com foco na igualdade de gênero.
Ipatinga conta com atendimento 24 horas pelos números 190, 180 e 181, vinculados à Secretaria Municipal de Assistência Social, por meio da área de Políticas Públicas para Mulheres, além de capacitações permanentes. A gestão municipal reafirma o compromisso em proteger, acolher e inspirar a comunidade”, declarou Mauro Antônio Nunes, consultor-geral da Prefeitura de Ipatinga.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]


















