08 de janeiro, de 2026 | 05:59
Lei Rouanet alcança R$ 3,41 bilhões em captação e consolida política de nacionalização do incentivo cultural
Pelo terceiro ano consecutivo, o incentivo à cultura registra crescimento em todas as regiões do país, recursos são captados junto a patrocinadores (empresas e pessoas físicas)
Apresentação cultural do Quinteto de Cordas da Camerata Florianópolis (SC) na abertura da reunião itinerante da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC) - Foto: Victor Vec/MinCA Lei Rouanet alcançou volume recorde de captação de recursos pelo terceiro ano consecutivo. Em 2025, o valor captado via renúncia fiscal chegou a R$ 3,41 bilhões, o que representa uma expansão de 12,1% em comparação aos R$ 3,04 bilhões de 2024 e um avanço de 45,1% sobre os R$ 2,35 bilhões registrados em 2023. Os dados são do Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic).
Atualmente, o Brasil possui 4.866 projetos culturais em execução viabilizados pela Lei Rouanet em todas as 27 unidades federativas. O desempenho reflete a estratégia de nacionalização do fomento cultural em todas as regiões do país. O objetivo do Governo do Brasil é ampliar o alcance do incentivo para que o recurso chegue em regiões historicamente menos contempladas por recursos de incentivo à cultura.
Nossa missão é oferecer oportunidades a todos. O fato de termos crescimentos em todas as regiões do Brasil não significa reduzir o volume de recursos onde o fomento já está consolidado, mas sim expandir e levar esse fomento a locais que antes não acessavam”
Regiões
A Região Norte apresentou o maior índice de expansão no país. O volume de recursos captados saltou de R$ 64,6 milhões em 2023 para R$ 117,2 milhões em 2025, um crescimento de 81,4% no período. O Centro-Oeste também registrou um salto significativo ao atingir R$ 128,2 milhões em 2025, valor 96% superior aos R$ 65,4 milhões de 2023. O Nordeste acompanhou a tendência positiva e acumulou alta de 57,4% desde 2023, ao sair de R$ 148,6 milhões para R$ 233,9 milhões captados em 2025.As regiões Sul e Sudeste mantiveram sua posição de relevância e continuam a registrar evolução nos investimentos culturais. O Sul acumulou crescimento de 36,3% entre 2023 e 2025, quando atingiu a marca de R$ 479,7 milhões. A região Sudeste, por sua vez, registrou aumento de 42,4% comparado ao volume de 2023 (R$ 1,72 bilhão).
Acessível e democrático
Para o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, Henilton Menezes, o trabalho do Governo do Brasil, por meio do Ministério da Cultura, é garantir que a Lei Rouanet seja um mecanismo acessível e democrático. "Nossa missão é oferecer oportunidades a todos. O fato de termos crescimentos em todas as regiões do Brasil não significa reduzir o volume de recursos onde o fomento já está consolidado, mas sim expandir e levar esse fomento a locais que antes não acessavam”, destacou.Segundo o secretário, isso é possível por meio da simplificação dos processos de inscrição, a realização de formação a novos agentes culturais, a ampliação da base de investidores e realização de ações de indução de investimentos de forma nacionalizada. Esse é o caminho para que a cultura seja, de fato, um direito de todos os brasileiros e um propulsor do desenvolvimento econômico em todos os estados", afirmou.










Eduardo Luiz
08 de janeiro, 2026 | 12:00A pessoa é contra a CULTURA ( teatro, novelas, artesanato, cinema e lei Rounet), contra a JUSTIÇA ( STF ) , contra a IMPRESA ( Globo, UOL e BBC ) e contra a CIÊNCIA ( vacinas e universidades ).Corretíssimo é o Silas Malafaia né!!? Vai entender...vai entender..”
Renato
08 de janeiro, 2026 | 10:44Quem ataca a Lei Rouanet são os mesmos que não gostam de cultura. São os mesmos que aplaudem a lavagem de dinheiro pelas prefeituras ao contratar shows sertanejos. São desconhecedores da lei e hipócritas. Um país sem cultura perde a própria voz e caminha sem memória, sem identidade e sem direção.”
Brasileiro Com Orgulho
08 de janeiro, 2026 | 10:09Comparando o custo de shows pagos por prefeituras com o apoio da Lei Rouanet, podemos concluir que a Lei Rouanet gera um custo menor para o contribuinte. Shows pagos por prefeituras utilizam recursos do orçamento municipal, impactando diretamente os cofres públicos e competindo com outras necessidades essenciais, como saúde e educação. Por exemplo, o cantor Zezé Di Camargo recebeu cerca de R$ 19,7 milhões de prefeituras em 2025, com valores de R$ 350 mil a R$ 600 mil por show. Esse custo é pago integralmente pelos cidadãos, mesmo aqueles que não assistem ao evento.
Já a Lei Rouanet funciona por meio da renúncia fiscal, onde empresas e pessoas físicas destinam parte de seus impostos para patrocinar projetos culturais, sem onerar diretamente o orçamento público. Esse modelo permite que o financiamento cultural seja diluído entre vários projetos, como shows, festivais e exposições, e representa um custo menor para o contribuinte, já que o impacto financeiro é distribuído entre os patrocinadores e não recai sobre os cofres públicos municipais.
Em resumo, a Lei Rouanet oferece uma forma mais eficiente e com menor custo de financiar a cultura, sem sobrecarregar os impostos municipais.”
Teta
08 de janeiro, 2026 | 09:14Só gente mamando nas tetas.”
Parabéns
08 de janeiro, 2026 | 07:10Parabéns aos digníssimos contribuintes brasileiros pela generosidade para com nosssos intelectuais. Quando há renuncia fiscal de algum grupo para que este faça sua doação, tem que aumentar impostos de outro.”