14 de janeiro, de 2026 | 16:10

Criança perde um dedo do pé após ser mordida por piranha na Lagoa da Prata em Santana do Paraíso

Enviada ao Diário do Aço
Uma criança de quatro anos foi vítima do ataque e precisou passar por cirurgia Uma criança de quatro anos foi vítima do ataque e precisou passar por cirurgia
Por Isabelly Quintão - Repórter Diário do Aço
Leitores do Diário do Aço procuraram a redação para alertar sobre um incidente registrado na Lagoa da Prata, nas proximidades do povoado de Ipaba, em Santana do Paraíso. Uma criança foi atacada por piranhas nesta terça-feira (13) e perdeu um dedo do pé.

Informações que circulam na internet indicam o registro de novos ataques recentes, sendo as vítimas uma senhora, duas crianças e um jovem.

A Associação de Habitação Pro Desenvolvimento do Bairro Ipaba do Paraíso, em um comunicado, orientou que o local não seja utilizado, além de uma maior atenção com crianças. O presidente da associação, Catriel Mendonça, relatou ao jornal que o garoto de quatro anos estava acompanhado da mãe e de outros familiares, quando foi surpreendido pelo ataque.

“A criança foi prontamente levada a um hospital, em Ipatinga, onde recebeu os primeiros atendimentos e posteriormente passou por uma cirurgia”, detalhou.

Ataques de piranha

O tenente Allan Teles, do 2º Pelotão de Meio Ambiente, explicou em entrevista à reportagem do Diário do Aço que ataques de piranhas podem ocorrer por diversos fatores. Ele ressaltou que, primeiramente, é importante perceber os ambientes em que normalmente elas são mais encontradas, que são locais com bastante vegetação e águas mais calmas, como lagoas.

“Nesse ambiente pode ocorrer a presença intensa de pescadores e banhistas que acabam alimentando os peixes, deixando restos de alimento às margens da lagoa, movimentando excessivamente a água ou ainda pisando na vegetação existente na margem (local onde elas normalmente se abrigam ou colocam os ovos). A piranha pode atacar, seja para defender seu território, os filhotes ou até mesmo confundindo com alimento”, explicou.

Allan também acrescentou que a época do ano influencia, uma vez que águas mais quentes podem alterar o comportamento das piranhas. E, por estarmos na piracema (período de reprodução dos peixes), tendem a atacar mais para defender a procriação.

“O indicado é evitar entrar em lagoas em que há muita vegetação próxima e não existe nenhum acompanhamento ou controle desses animais. Buscar sempre informações de locais adequados para banhos. Nunca alimentar animais silvestres. Não deixar restos de alimentos nos locais de banho. E não entrar na água com ferimentos abertos, pois o sangue pode atrair os animais”, complementou.

Alerta

Catriel enfatizou que o intuito do alerta feito pela associação é preservar a integridade física dos usuários, bem como solicitar que órgãos competentes garantam segurança à população.

“Sugerimos que a área de banho da lagoa possa ser delimitada para garantir o uso do local de forma segura, como é o caso do Clube Náutico Alvorada e Parque Estadual do Rio Doce. O uso da lagoa aumenta bastante em virtude das férias escolares e do verão na região”, concluiu.
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