16 de janeiro, de 2026 | 08:10

Concessionária marca reunião com moradores para discutir acesso rural fechado na BR-381

Reprodução
Diálogo entre as partes pode resolver o impasse de forma definitivaDiálogo entre as partes pode resolver o impasse de forma definitiva

Por Matheus Valadares - Repórter Diário do Aço

Representantes da Nova 381, que detém a concessão da rodovia entre Governador Valadares e Caeté, irão se reunir de forma online com moradores da comunidade rural de Boachazinho, em Santana do Paraíso, para discutirem a possível reabertura do acesso de uma estrada vicinal à rodovia, fechado pela empresa.

A reunião contará com a participação do advogado da Nova 381, do vereador Rodrigo Índio (PP), de Santana do Paraíso, e de moradores convidados.

“A concessionária entrou em contato comigo e me informou que iria marcar uma reunião online na sexta-feira (16) para discutirmos o assunto. A pauta é liberar o acesso para os automóveis de pequeno porte, para os moradores poderem passar naquela via. Deixar um acesso viável de 3 a 4 metros de largura para o pessoal utilizar, uma vez que essa estrada era utilizada há mais de 70 anos pelos moradores e eles estão obstruindo o direito dos moradores de acessar as suas localidades de origem”, garantiu o parlamentar paraisense.

Relembre o caso

Em meados de dezembro passado, a empresa colocou defensas metálicas no acesso de uma estrada vicinal à BR-381. A ação gerou indignação por parte dos moradores, que afirmaram que não houve diálogo e que a decisão foi arbitrária.

Por outro lado, a empresa alegou que o acesso fechado é irregular e não atende aos critérios de segurança exigidos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). “Após vistoria técnica, foi definido o fechamento como medida essencial à preservação da integridade física do usuário da BR-381. A concessionária reforça que não há comprometimento da mobilidade de moradores da área rural, que dispõem de rotas alternativas seguras e regulares para acessar o eixo principal da BR-381”, havia detalhado a concessionária em nota enviada ao Diário do Aço.
No último sábado (10), a comunidade se mobilizou e retirou o bloqueio, fato acompanhado da Polícia Rodoviária Federal e funcionários da empresa. Porém, no mesmo dia, a interdição foi prontamente restabelecida pela concessionária.

“Foi feito um acordo verbal que iria permanecer aberto até que a situação fosse resolvida. Porém, minutos depois apareceu o advogado da concessionária e mandou fechar novamente, dizendo que estava no direito da empresa. E assim foi feito”, detalhou o responsável interino pela Associação Rural Boachazinho, Altair de Souza Alves, em entrevista ao Diário do Aço.

Ele acrescentou que os funcionários chegaram e fecharam o local, que permanece interditado. “O advogado disse que iria levar o caso à diretoria da concessionária em Belo Horizonte, e que nos daria um retorno. Estamos aguardando. Nossa intenção é entrar na Justiça se não houver um acordo”, afirmou.

Conforme já publicado pelo jornal, o acesso fechado liga propriedades rurais e chácaras localizadas às margens da linha férrea e corta uma área de eucalipto pertencente à Cenibra. A via, conforme a comunidade, sempre foi utilizada como caminho principal para chegar às residências, propriedades e serviços essenciais, como saúde e trabalho.

Publicado anteriormente:
- Acesso rural à BR-381 em Santana do Paraíso que havia sido interditado é aberto por moradores

Mais uma vez, concessionária interdita acesso rural à BR-381 em Santana do Paraíso
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Comentários

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José Maria

17 de janeiro, 2026 | 11:07

“Tem que reabrir o mais rápido possível e deixar de cobrar o IPVA já que o pedágio
e pra isso pra manutenção do asfalto.”

Marciney Pereira de Alvarenga

16 de janeiro, 2026 | 18:57

“Acho muito errado, tem pessoas que tem suas chácaras ali perto, acesso a
vilarejos, não pode fechar, tem que facilitar, melhorar os acessos, e desafogar o trânsito da BR 381, não obrigar as pessoas a dar a volta e pagar o pedágio!!!”

De Olho

16 de janeiro, 2026 | 14:59

“Gente, PelamodeDeus, essas estradas vicinais são servidão. Portanto utilizadas para ir e vir, com mais de ano e dia de uso. Portanto não podem ser fechadas. Isso é abuso de poder. Como advogado, sugiro que os atingidos devem procurar orientação jurídica e proporem ação própria.”

B2@

16 de janeiro, 2026 | 13:57

“Nada disso Vereador. Se há necessidade de passagem, digo servidão estabelecida, todos poderão usar, restabelecendo a situação anterior. A concessionária que mude o pedágiio de local. Simples assim!”

Bom

16 de janeiro, 2026 | 13:11

“Não dá pra entender esse país, a maior força não vem do povo??
Aí chega uma empresa do nada , fecha vias e o povo que nasceu ali ou usam há anos o local, não podem mais passar .
É muito estranho, e ninguém pra defender nós.
Isso é uma ditadura, e o pior, imposta por uma empresa particular.”

Pinguim do Nada

16 de janeiro, 2026 | 12:36

“Afinal, pq a conssesionaria tanto quer fechar este local, com esta desculpa esfarrapada da ANTT. Uma pergunta, por aí é desvio do pedágio, não tem outra explicação, só pode ser isso”

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