05 de fevereiro, de 2026 | 12:35
Evento com ministro em Ipatinga projeta Vale do Aço para novos negócios em óleo, gás e indústria naval
Encontro nacional promovido pelo MME reuniu grandes compradores e empresas da região para ampliar participação do setor metalmecânico em cadeias estratégicas
Cícero Henrique
Diversas autoridades regionais e estaduais também estiveram presentes na abertura do evento
Diversas autoridades regionais e estaduais também estiveram presentes na abertura do eventoPor Matheus Valadares - Repórter Diário do Aço
Teve início nesta quinta-feira (5), o Conexões MME Encontro Nacional de Grandes Compradores da Indústria do Petróleo, Gás e Naval no Vale do Aço, evento promovido pelo Ministério de Minas e Energia (MME), com a presença do ministro Alexandre Silveira. A programação é sediada em Ipatinga e será finalizada na sexta-feira (6).
O objetivo do encontro é aproximar o setor metalmecânico do Vale do Aço das grandes oportunidades de negócios geradas pelas cadeias de óleo, gás e indústria naval, fortalecidas por políticas federais de retomada da indústria pesada e investimentos previstos no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Durante coletiva de imprensa, o ministro Alexandre Silveira destacou o potencial industrial da região e afirmou que o governo federal trabalha para ampliar o conteúdo nacional e regional nas grandes encomendas do setor energético.
É uma alegria muito grande voltar a essa terra, mas a alegria maior é voltar trazendo a maior companhia do país, que é a Petrobras, outras companhias da área de gás e petróleo para fazer uma grande integração de desenvolvimento para Minas Gerais. É isso que o presidente Lula quer fazer pelo Brasil. Integrar e crescer, gerar emprego e renda de qualidade. Por isso, nós convocamos todo o setor mineral, da siderurgia, da metalurgia, para conversar com a maior empresa e a maior adquirente dos produtos que o Vale do Aço produz e assim fazer uma complementação, uma aceleração entre a área da empresa com o setor na região. Isso vai representar mais investimento, mais construção de galpões, mais compras no Vale do Aço e é isso é que a gente vem trazer aqui hoje”, afirmou Silveira
Papel do município
Presente no evento, o prefeito de Ipatinga, Gustavo Nunes (PL), avaliou que a realização do encontro no município representa uma oportunidade concreta de geração de emprego e renda, além de reposicionar a região no cenário industrial nacional.
Eu havia feito um pedido para o ministro que a gente pudesse, de fato, fazer algum movimento nesse sentido para que pudéssemos abrir portas das empresas do setor metalmecânico de Ipatinga e do Vale do Aço para prestarem serviços, vender os seus produtos para as empresas tanto de nível nacional, quanto internacional. Isso vai fomentar a nossa economia, vai trazer novos investimentos, geração de emprego e renda, receita para o município, para que a gente possa continuar conseguindo executar as políticas públicas necessárias para a população”, avaliou Gustavo Nunes.
Segundo ele, a prefeitura tem buscado preparar a cidade para receber novos empreendimentos, com melhorias em infraestrutura e diálogo constante com o setor produtivo.
Nós estamos fazendo todos os estudos, inclusive um compromisso que nós fizemos na campanha eleitoral, de realizarmos a expansão do destino industrial de Ipatinga. É um investimento muito alto, nós estamos analisando se nós vamos fazer isso na modalidade de um processo licitatório, se vai ser custeado pelo município, e também há um outro caminho que estamos estudando, que é fazer essa expansão e execução dessa obra através da parceria público-privada, para que possamos aumentar a demanda de terrenos aqui no município, para que os nossos empreendedores possam expandir os seus negócios e atrair também novas empresas”, completou o chefe do Executivo ipatinguense.
Expectativa do setor metalmecânico
Para o Sindicato Intermunicipal das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Vale do Aço (Sindimiva), o encontro representa um avanço importante na articulação entre empresas locais e grandes compradores nacionais.
É um evento muito importante para a região. Nós já temos um histórico muito bom no setor naval. No passado aqui muitas empresas já trabalhavam, tinha um consórcio de empresas onde se fabricava parte aqui e levava para o rio onde montava os navios final. Teve alguns problemas que ocorreram ao longo do caminho, mas o setor está preparado para receber essa demanda aqui na região”, afirmou Renato Gomes, vice-presidente Sindimiva.
Renato também esteve presente no evento representando a MCR Engenharia, empresa sediada em Timóteo, especializada em usinagem, caldeiraria e hidráulica.
A maior demanda no setor naval seria o costado de navio. Isso a gente consegue atender muito bem pela nossa caldeiraria. Mas também no setor de petróleo e gás, nós estamos muito bem preparados em relação a máquinas de última geração de centros de usinagem”, garantiu.
Empresas buscam retomada de protagonismo
Entre as empresas participantes, a expectativa é de que o evento gere contatos e negociações concretas. Representantes da Vitaly, que já atuou no fornecimento para construção de navios no passado, afirmaram que o cenário atual pode abrir caminho para a retomada desse tipo de produção.
A Vitally foi pioneira na fabricação de navios aqui no Vale do Aço e a gente enxerga essa oportunidade para estar mostrando também o potencial das empresas aqui na região e atender esse mercado que é tão competitivo e tem muitas particularidades que nós conseguimos enquadrar, todas as empresas aqui da região tem o grande potencial para atender esse mercado. A nossa empresa já está preparada e estruturada para atender esse mercado. A gente já vem atuando nesse mercado há um tempo, ele deu uma desaquecida, mas estamos vendo essa oportunidade do Ministério, justamente para estar voltando novamente e hoje a gente tem uma capacidade instalada de 400 toneladas e nos coloca numa posição muito boa de fornecimento e atendimento. Esse aquecimento que está vindo na parte também de petróleo e gás, nós enxergamos isso como uma boa oportunidade. Com a nossa estrutura hoje instalada e a nossa capacidade, a gente consegue sim estar absorvendo toda essa demanda”, resumiu Félix Silva Fernandes, gerente comercial da Vitaly Indústria Mecânica.
Matheus Valadare
A Ramac Engenharia destacou o interesse em ampliar sua atuação em projetos ligados às diversas cadeias produtivas
A Ramac Engenharia destacou o interesse em ampliar sua atuação em projetos ligados às diversas cadeias produtivasJá a Ramac Engenharia destacou o interesse em ampliar sua atuação em projetos ligados às diversas cadeias produtivas.
Para nós, isso é importante porque a gente consegue, dentro dessa expectativa, demonstrar o que a gente faz, nosso produto, nossa prestação de serviço e, com isso, estreitar o relacionamento. O nosso equipamento envolve consumo de energia elétrica e nada melhor que o Ministério de Minas e Energia estar presente nesta feira. Nós, por exemplo, trabalhamos com bombas centrífugas, que são produtos relacionados à área de bombeamento. Bombeamos qualquer tipo de líquido, que é muito abrangente na área de mineração, siderurgia, entre outros”, explicou Wanderson Nunes, gerente de vendas e assistência técnica da empresa.
Tauan Alencar / MME
O ministro anunciou R$ 75 milhões em investimentos para promover medidas de eficiência energética voltadas a micro, pequenas e médias empresas (MPMEs)
O ministro anunciou R$ 75 milhões em investimentos para promover medidas de eficiência energética voltadas a micro, pequenas e médias empresas (MPMEs)Investimentos anunciados
Durante o evento, Alexandre Silveira assinou o convênio que amplia, em nível nacional, o Programa Investimentos Transformadores de Eficiência Energética na Indústria (PotencializEE), em parceria da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar), por meio do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). A iniciativa contará com R$ 75 milhões em investimentos para promover medidas de eficiência energética voltadas a micro, pequenas e médias empresas (MPMEs).
O PotencializEE atua em todas as etapas necessárias para ajudar a indústria a gastar menos energia e, consequentemente, reduzir custos, a partir de projetos mais eficientes. O programa capacita profissionais especializados, identifica empresas que podem receber diagnósticos energéticos e apoia essas indústrias no acesso a linhas de crédito que viabilizam a adoção de medidas de eficiência energética.
Com isso, o projeto possibilita ampliar a competitividade e a eficiência operacional das empresas, assim como gerar dados estratégicos para subsidiar políticas públicas. A iniciativa também contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa no setor industrial, um dos maiores consumidores de energia da matriz energética brasileira, contribuindo diretamente para o atingimento de metas climáticas internacionais do país.
Ao investir em micro, pequenas e médias empresas de todas as regiões do Brasil, impulsionamos a eficiência, a competitividade industrial e a redução de custos, ao mesmo tempo em que avançamos na descarbonização da economia nacional. São R$ 75 milhões destinados a transformar a indústria brasileira e consolidar operações comprometidas com a transição energética. O lançamento nacional do programa, aqui em Ipatinga, com tantos representantes da indústria reunidos, reforça o compromisso do nosso governo com a indústria brasileira e com o fortalecimento da economia verde”, afirmou o ministro Alexandre Silveira.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]



















Thiago
05 de fevereiro, 2026 | 12:47Que comecem os jogos eleitorais!”
Jj
05 de fevereiro, 2026 | 12:43O Ministro explicou sobre o Loteamento Alexandria ?”