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05 de fevereiro, de 2026 | 15:38

Alexandre Silveira deixa futuro político em aberto e diz que aguardará definição de Lula para 2026

Tauan Alencar/MME
Ministro falou sobre seu futuro político e se colocou integralmente à disposição do presidente LulaMinistro falou sobre seu futuro político e se colocou integralmente à disposição do presidente Lula
Por Matheus Valadares - Repórter Diário do Aço

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que ainda não definiu qual será seu papel nas eleições de 2026 e que qualquer decisão sobre seu futuro político dependerá de uma eventual demanda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi feita nesta quinta-feira (5), em entrevista à imprensa que antecedeu a abertura oficial do Conexões MME – Encontro Nacional de Grandes Compradores da Indústria do Petróleo, Gás e Naval no Vale do Aço, sediado em Ipatinga.

Segundo Silveira, neste momento, a prioridade é a condução do Ministério de Minas e Energia (MME), pasta que, segundo ele, tem impacto direto sobre parcela significativa da economia brasileira.

“Todos sabem que eu sou muito intenso. E eu, tendo a oportunidade de dirigir uma pasta que tem a responsabilidade e cuidado de 40% da economia nacional, estou muito focado até o último dia da minha gestão em entregar resultado para brasileiros. Não é resposta de mineiro, não, é fato”, afirmou.

O ministro ressaltou que já tornou pública sua posição de apoio ao projeto político liderado por Lula e deixou claro que seguirá a orientação do presidente.

“A partir daí, no meu caso específico, eu já deixei público que serei um militante e um defensor da continuidade do governo do presidente Lula. Portanto, eu esperarei a missão que ele me der e essa missão é que eu vou cumprir, porque lealdade e gratidão não se transmitem”, detalhou.

Palanques em Minas e Kalil


As declarações ocorrem em um momento de incerteza sobre a formação do palanque governista em Minas Gerais, especialmente após a divulgação de informações divergentes sobre um possível apoio do PT à pré-candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), ao governo do Estado.

Nesta semana, os presidentes nacionais do PT, Edinho Silva, e do PDT, Carlos Lupi, se reuniram, e após o encontro, Lupi publicou em suas mídias sociais que teria sido firmado um acordo para que o PT apoiasse Kalil em Minas, além de outros nomes do PDT em estados estratégicos.

Pouco depois, Edinho Silva divulgou nota à imprensa negando que a reunião tivesse como pauta o fechamento de palanques estaduais. Segundo ele, “as definições sobre as candidaturas estaduais seguem em debate e serão construídas em acordo com os diretórios estaduais”.

Em meio à divergência entre as lideranças nacionais, Alexandre Kalil, atualmente filiado ao PSD, publicou uma mensagem em suas mídias sociais que “Eleição é um saco: no meu palanque só sobe quem EU quiser”.
Questionado se subiria no palanque de Kalil caso Lula optasse por esse caminho, Alexandre Silveira evitou se antecipar, mas reafirmou sua disposição de seguir a estratégia definida pelo presidente.

“Eu estarei com quem o presidente Lula estiver. Nós temos uma grande oportunidade hoje no Brasil de ter o único líder da história que governa um país democrático pela terceira vez e vai governar pela quarta”, declarou.

Gás do Povo beneficia mais de 5 milhões de famílias



Além do debate eleitoral, Silveira também ressaltou programas sociais implementados pelo Ministério de Minas e Energia, que devem ganhar protagonismo no discurso político do governo nos próximos anos. Um deles é o Gás do Povo, aprovado pelo Congresso Nacional na forma de medida provisória (MP).

A MP garante a gratuidade do botijão de gás de 13 quilos para famílias inscritas no CadÚnico, com renda per capita de até meio salário mínimo. O texto foi aprovado em menos de 24 horas na Câmara e no Senado e segue agora para sanção presidencial, após ajustes feitos pelos parlamentares. A validade da medida termina em 11 de fevereiro.
“No meu ministério nós lançamos dois grandes programas sociais: o Gás do Povo e o Luz do Povo. No Gás do Povo, nós tínhamos 15,6 milhões de famílias que recebiam o auxílio gás de R$ 74, que sequer dava para comprar um botijão que custa mais de R$ 100”, afirmou.

Segundo o ministro, com a nova política, cerca de 5,6 milhões de famílias, o equivalente a 50 milhões de pessoas, passarão a ter acesso gratuito ao gás de cozinha.

“Essas famílias receberão o botijão de gás e buscarão nos 59 mil postos de revenda no Brasil, de graça. É um grande programa social que preserva a saúde pública da mulher e da criança”, destacou.

Silveira relatou ainda que a iniciativa tem impacto direto na redução de acidentes domésticos, sobretudo entre mulheres e crianças em regiões mais vulneráveis. “Eu vi isso in loco na Ilha do Marajó, no Nordeste, no Jequitinhonha, no Mucuri e nos aglomerados. Ainda é uma realidade que mães solo, em especial, mas mães e crianças se queimam cozinhando na lenha ou no álcool”, conclui.

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Comentários

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Jj

05 de fevereiro, 2026 | 16:15

“Dr Alexandre quem com "Porco mistura farelo come"!
Minas não cai no cinto do Vigário de quem apoia o Lula e vamos retirar o Pacheco da Vida Pública!
Aguarde!”

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