05 de fevereiro, de 2026 | 19:16
Jovem é condenado por homicídio qualificado e tráfico de drogas no Bethânia
Wellington Fred
Sessão do Tribunal do Júri resultou em condenação de jovem de 19 anos uma pena de 30 anos de prisão, por homicidio e tráfico de entorpecentes
Sessão do Tribunal do Júri resultou em condenação de jovem de 19 anos uma pena de 30 anos de prisão, por homicidio e tráfico de entorpecentes Foi encerrada por volta das 16h30 desta quinta-feira (5) a sessão do Júri Popular que condenou Wilian Junio Francisco da Silva, de 19 anos, pelos crimes de homicídio qualificado e tráfico de drogas. A soma das penas ultrapassa 30 anos de reclusão.
Wilian foi levado a julgamento pelo assassinato de Leonardo de Moura Severino, de 24 anos, ocorrido em 7 de novembro de 2024, uma quinta-feira, nas proximidades da escadaria Saigon, na rua Colômbia, bairro Bethânia, em Ipatinga, conforme noticiado à época pelo jornal Diário do Aço.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) foi representado pela promotora de Justiça Jéssica Lino Campos Passos. A defesa do réu ficou a cargo dos advogados Carlos Henrique Olivia Vaz, Edinei Aparecido Moreira e Thiago Alves de Souza.
Wellington Fred
Crime foi praticado na escadaria da rua Saigon, no alto do Bethânia (Morro São Francisco), na tarde de 7 de novembro de 2024
Crime foi praticado na escadaria da rua Saigon, no alto do Bethânia (Morro São Francisco), na tarde de 7 de novembro de 2024Crime ocorreu em via pública
Conforme consta na denúncia do MPMG, Wilian matou Leonardo com disparos de revólver calibre .38 e, em seguida, aplicou golpes de faca na vítima, que não resistiu aos ferimentos.Segundo apurado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), Leonardo tentou fugir para se salvar, mas caiu de bruços e foi novamente agredido, recebendo facadas na região posterior da cabeça. As investigações apontaram que os policiais que atenderam à ocorrência enfrentaram dificuldades para colher depoimentos, em razão do temor de moradores, em uma área dominada pelo tráfico de drogas. Após a garantia de preservação da identidade das testemunhas, todos os populares ouvidos indicaram Wilian como o responsável pelo crime.
Com base nessas informações, equipes da Polícia Militar iniciaram diligências e localizaram o suspeito enquanto ele tentava fugir em um mototáxi, conforme apontaram denúncias anônimas. De acordo com os autos do inquérito, Wilian chegou a confessar aos militares a autoria do homicídio e informou ter descartado a arma em um matagal. O revólver, entretanto, não foi encontrado. Posteriormente, durante o Auto de Prisão em Flagrante Delito (APFD), o investigado passou a negar a autoria.
Flagrante de tráfico de drogas
Para o MPMG, ficou evidenciado que o crime gerou perigo comum, já que vários disparos foram efetuados em via pública, em horário de intenso fluxo de pessoas, colocando em risco a vida de transeuntes. Também foi reconhecido o recurso que dificultou a defesa da vítima, atingida pelas costas.Quando foi detido, Wilian estava com sete pinos e uma porção de cocaína, além de uma porção de maconha. Ele era apontado como envolvido diretamente com o tráfico de drogas na região do homicídio.
Ao fim do julgamento, a dosimetria da pena pelos dois crimes foi a seguinte. O réu foi condenado a 25 anos de prisão pelo homicídio qualificado e a mais 5 anos e 10 meses pelo tráfico de drogas, totalizando 30 anos e 10 meses de reclusão. O advogado Carlos Henrique confirmou ao Diário do Aço que a defesa irá apresentar recurso contra a decisão.
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