06 de fevereiro, de 2026 | 10:22
Santana do Paraíso está em situação de alto risco para a transmissão de arboviroses
Informações da Prefeitura de Santana do ParaísoDivulgação
O Índice de Breteau, que mede a quantidade de recipientes positivos para larvas do mosquito, foi de 8,3%, indicando presença significativa de criadouros de mosquitos
O Índice de Breteau, que mede a quantidade de recipientes positivos para larvas do mosquito, foi de 8,3%, indicando presença significativa de criadouros de mosquitosA Prefeitura Municipal de Santana do Paraíso, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, divulgou os resultados do 1º Levantamento Rápido de Índice para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, realizado entre os dias 5 e 9 de janeiro. O levantamento apontou um Índice de Infestação Predial (IIP) geral de 5,3%, valor acima do recomendado pelo Ministério da Saúde, o que classifica o município em situação de alto risco para a transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya
O Índice de Breteau, que mede a quantidade de recipientes positivos para larvas do mosquito, foi de 8,3%, indicando presença significativa de criadouros. O município foi dividido em quatro extratos para análise territorial. O Extrato 1, referente aos bairros Centro, Oliveira, Alto Santana, São José, Veraneio, Josefino Anício, São Francisco e Residencial Paraíso, apresentou índice de 10,7%, caracterizando alto risco. O Extrato 2, formado pelos bairros Industrial, AABB e Residencial Bethânia, registrou 6,2%, também em alto risco. Já os Extratos 3 e 4, que incluem os bairros Águas Claras, Bom Pastor, Cidade Verde, Jardim Vitória, Parque Caravelas, Cidade Nova, Parque Veneza e Chácaras do Vale, apresentaram índices de 2,6% e 2,7%, respectivamente, sendo classificados como médio risco.
O levantamento identificou que a maioria dos criadouros do mosquito está localizada dentro dos quintais das residências, principalmente em lixo em geral, pequenos depósitos móveis, pneus, recipientes de armazenamento de água, caixas dágua, ralos, vasos sanitários em desuso e piscinas sem tratamento adequado. Esses dados reforçam a importância da participação da população no controle do mosquito, já que grande parte dos focos está relacionada ao manejo inadequado de recipientes que acumulam água. Orientamos à população que reservem alguns minutos por semana para verificar quintais e áreas externas, eliminando qualquer recipiente que possa acumular água, uma vez que os ovos do Aedes aegypti podem sobreviver por até um ano em ambiente seco e o ciclo do mosquito pode se completar em cerca de 10 dias em condições favoráveis”, reforça a referência técnica de vigilância epidemiológica do município, Juscilândia da Silva Costa.
O LIRAa é uma ferramenta do Ministério da Saúde utilizada em todo o país para identificar áreas com maior infestação e orientar as ações de controle do mosquito. De acordo com os parâmetros nacionais, índices inferiores a 1% são considerados satisfatórios, entre 1% e 3,9% indicam situação de alerta e valores acima de 4% representam alto risco para surtos de arboviroses.
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