06 de fevereiro, de 2026 | 15:17

Minas promove primeiro Dia D de 2026 contra as arboviroses

Carol Souza/Divulgação
Mobilização em 28/2 envolve todos os municípios mineiros com ações educativas, vacinação, mutirões e engajamento da populaçãoMobilização em 28/2 envolve todos os municípios mineiros com ações educativas, vacinação, mutirões e engajamento da população

O Governo de Minas promove, no dia 28/2, o primeiro Dia D Minas de combate às arboviroses de 2026. A mobilização, intitulada “Dia D – Minas unida contra o Aedes”, marca mais uma etapa do enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti e vai movimentar os municípios das 28 Unidades Regionais de Saúde com ações integradas de prevenção e conscientização.

A expectativa é de que sejam realizados mutirões de limpeza, recolhimento de entulhos, blitzes educativas e panfletagem com orientações à população, com passo a passo para eliminar focos do mosquito transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

O Dia D integra o conjunto de estratégias continuadas da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) para reduzir a circulação das arboviroses e marca o ápice das ações de mobilização neste período sazonal. Em 2025, as iniciativas e os investimentos do Estado contribuíram para uma redução de 92% nos casos de dengue em comparação com 2024.

De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi, o envolvimento da população é fundamental para o sucesso da mobilização. “Serão feitas ações em todos os municípios e contamos com o engajamento de todos para eliminar os focos do Aedes e, assim, reduzir ainda mais os casos e os óbitos por dengue e chikungunya em Minas”, destaca.

Prosdocimi ressalta ainda a importância da vacinação como estratégia complementar de proteção. “A vacina contra a dengue está disponível em todos os 853 municípios, direcionada ao público de 10 a 14 anos, para prevenir casos graves, internações e óbitos nesse grupo mais vulnerável”, completa.

Além disso, a ampliação da vacinação com a QDenga em todos os municípios se soma ao projeto piloto de vacinação em massa realizado em Nova Lima, com o imunizante produzido pelo Instituto Butantan, voltado ao público de 15 a 59 anos.

Ações continuadas
O primeiro Dia D de 2026 dá sequência às ações preparatórias deste ciclo sazonal das arboviroses e se soma a outras estratégias já em curso em todo o território mineiro.

Em dezembro, cerca de R$ 47,3 milhões foram repassados aos municípios para fortalecer a resposta local. O Estado também investe, anualmente, aproximadamente R$ 210 milhões em vigilância em saúde, controle vetorial e tecnologias de monitoramento, como ovitrampas e drones. As ações incluem ainda a descentralização do uso do Ultra Baixo Volume Veicular, conhecido como fumacê, e a ampliação da oferta de exames laboratoriais. Em novembro de 2025, foi realizado o primeiro Dia D desta sazonalidade, com a participação de mais de 600 municípios, envolvendo orientações à população, atividades educativas em escolas, unidades de saúde e empresas, além do recolhimento de entulhos.

Monitoramento por drones
Minas Gerais é o primeiro estado do país a utilizar drones para identificar focos do Aedes aegypti. Foram investidos cerca de R$ 30 milhões na operacionalização da Política Vigidrones, que permite o monitoramento em todo o território mineiro. A tecnologia complementa o trabalho dos agentes comunitários de endemias e amplia a efetividade no combate aos criadouros.

Segundo Renato Mafra, diretor operacional da Tech Dengue, empresa responsável pelo monitoramento em cerca de 700 municípios, o uso de drones representa um avanço significativo. “A tecnologia permite superar um dos principais desafios do trabalho de campo, que é localizar focos em áreas de difícil acesso, em locais elevados ou onde não há autorização de entrada”, explica.

O supervisor de zoonoses da Prefeitura de Sabará, Marcelo Paulo, destaca os resultados práticos da ferramenta. “Identificamos uma grota atrás de uma residência com grande acúmulo de pneus abandonados. Com o apoio dos drones, foi possível localizar o foco com precisão, recolher o material e, semanas depois, observar a redução dos casos”, relata. (Agência Minas)
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