10 de fevereiro, de 2026 | 16:25

Quase 65 mil pequenos negócios devem aquecer a economia da região durante o carnaval

Divulgação
Sebrae Minas estima que festividade gere oportunidades de consumo, que vão desde produtos temáticos até experiências gastronômicas e de lazerSebrae Minas estima que festividade gere oportunidades de consumo, que vão desde produtos temáticos até experiências gastronômicas e de lazer

O carnaval promete movimentar a economia de Minas Gerais, com expectativa de 13,2 milhões de foliões e impacto econômico de R$ 5,75 bilhões, segundo estimativa da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult). Mesmo sem uma tradição carnavalesca consolidada ou programação oficial de grande porte, no Vale do Aço, os dias de festa representam uma oportunidade estratégica para os pequenos negócios, destaca o Sebrae Minas.

Nas cidades de Ipatinga, Coronel Fabriciano, Santana do Paraíso e Timóteo, quase 65 mil pequenos negócios estarão envolvidos no carnaval, dos quais 37.975 são microempreendedores individuais (MEI). Esse universo inclui empreendimentos, especialmente nos setores de alimentação, artesanato, vestuário, economia criativa e serviços, que podem ampliar vendas e visibilidade durante o período carnavalesco.

De acordo com o analista do Sebrae Minas Francismar Valadares, estratégias como ambientação temática, produtos personalizados, promoções pontuais, presença ativa nas redes sociais e parcerias entre negócios locais ajudam a potencializar os resultados. “Mesmo em regiões sem tradição carnavalesca, a festividade cria oportunidades de consumo que vão desde produtos temáticos até experiências gastronómicas e de lazer”, explica.

Artesanato em alta
A artesã Angélica Cristina, proprietária da Kombiju, transformou a paixão pelo artesanato em negócio. Desde 2018, quando deixou o emprego formal e investiu numa Kombi transformada em loja móvel, ela expandiu a atuação para diversos eventos em Minas e até na Bahia. O marido, que antes trabalhava na mineração, hoje é seu parceiro na produção das cerca de 400 peças comercializadas.

“O carnaval é a época na qual mais trabalhamos. Produzimos peças temáticas e atendemos encomendas antecipadas para combinar com fantasias e abadás. A demanda aumenta muito e exige planeamento, mas a visibilidade também cresce bastante, porque as clientes usam as peças e marcam o nosso perfil nas redes sociais”, conta Angélica, que atualmente reside em Ipatinga.

Segundo ela, a mobilidade da loja permite circular por diferentes cidades. “Por causa do Carnaval, esta semana iremos para a Bahia”, afirma. Ela também comercializa as peças pelo Instagram @angelicacristinaacessorios.

Negócio nascido do carnaval
Enquanto muitos empreendedores adaptam estratégias para aproveitar o período festivo, outros negócios surgem diretamente a partir do carnaval. É o caso de Iwana Raydan, sócia da Podre de Chic, marca de acessórios e adereços carnavalescos criada em 2019, em São Paulo, por duas amigas apaixonadas pelos blocos de rua. Com residência em Ipatinga, Iwana produz parte das peças artesanalmente em seu ateliê, com tiragens limitadas de 20 a 30 unidades por modelo.

Para Gabriel Vieira, proprietário de uma das lojas do Food Park Villa Urbana (@villaurbanafoodpark), localizado no bairro Cidade Nobre, em Ipatinga, o carnaval vai além da agitação tradicional. “É também um momento para aproveitar em família e criar memórias. Quando criamos um ambiente seguro, acolhedor e com programação pensada para todas as idades, o público vem”, afirma.

Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário