26 de fevereiro, de 2026 | 07:00
Estado capacita profissionais para ampliar cobertura vacinal no Vale do Aço
SES-MG/Divulgação
O encontro foi direcionado para ACSs, enfermeiros, médicos e acadêmicos de Medicina e Enfermagem
Por Matheus Valadares - Repórter Diário do Aço
O encontro foi direcionado para ACSs, enfermeiros, médicos e acadêmicos de Medicina e EnfermagemA Secretaria de Saúde de Estado de Minas Gerais (SES-MG) promoveu em Ipatinga, ao longo dessa semana, um curso de boas práticas em vacinação para os profissionais que atuam na linha de frente dos trabalhos de imunização no estado.
Houve a participação de 35 municípios atendidos pela Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Coronel Fabriciano. A capacitação contou ainda com o apoio do Observatório de Pesquisa e Estudos em Vacinação (Opesv), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
O evento, que ocorreu na Faculdade de Ciências Médicas de Ipatinga Afya, foi considerado estratégico para fortalecer as ações de vacinação na região.
Essa é uma das estratégias de aumento de cobertura vacinal que o Estado tem desenvolvido. A importância [do evento] é principalmente trabalhar os enfermeiros, os ACSs (Agentes Comunitários de Saúde) e os médicos, que são profissionais que têm uma credibilidade grande com a população e essas pessoas precisam estar seguras das informações científicas, técnicas e da importância da vacinação. Esse momento é enfatizar para a população que a vacina realmente salva vidas e elas são seguras”, destaca Micheline Araujo Paiva, coordenadora do setor de Vigilância em Saúde da SRS Coronel Fabriciano, em entrevista ao Diário do Aço.
O encontro contou com curso de capacitação para ACSs e enfermeiros da Estratégia Saúde da Família (ESF), palestra para médicos e acadêmicos de Medicina e um seminário estadual sobre coberturas vacinais.
Foram dias de cursos direcionados aos profissionais enfermeiros, agentes comunitários de saúde, uma discussão junto aos médicos e hoje um seminário para pensarmos juntos em estratégias para o aumento das nossas coberturas vacinais”, sintetizou Fernanda Penido, coordenadora do Opesv.
O objetivo principal é aumentar as coberturas vacinais. A gente teve um momento de queda muito grande, e estamos conseguindo reverter isso, mas ainda não chegamos ao ideal. A gente precisa melhorar, porque só assim a gente vai evitar que doenças que já foram tão desastrosas no passado voltem a assombrar a nossa população”, continuou Micheline.
Retomada da cobertura vacinal
Dados do Ministério da Saúde (MS) indicam que a cobertura vacinal na Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA), que reúne quatro municípios, está acima da meta para as vacinas BCG, Hepatite B e Rotavírus - todas destinadas a recém-nascidos ou crianças com menos de um ano de idade.
Matheus Valadares
Coordenadora do setor de Vigilância em Saúde da SRS Coronel Fabriciano explicou o objetivo da ação
Coordenadora do setor de Vigilância em Saúde da SRS Coronel Fabriciano explicou o objetivo da açãoPor outro lado, a aplicação da vacina Meningocócica C, que protege contra a meningite, alcança 90,98%, abaixo da meta de 95% estabelecida pelo MS. Também permanecem abaixo do índice considerado ideal as vacinas pentavalente, Hepatite A, varicela, meningocócica conjugada e tríplice viral (1ª e 2ª doses), entre outras.
Para Micheline Paiva, a baixa adesão tem causas multifatoriais. Os adultos jovens, que hoje são pais, não vivenciaram doenças graves como sarampo, meningite e paralisia infantil. Para muitos, são enfermidades das quais apenas ouviram falar, o que dificulta a percepção de risco e a valorização da vacina”, afirmou.
A coordenadora aponta ainda o impacto das notícias falsas (fake News), que geram insegurança diante de informações desencontradas, e a dificuldade de acesso aos serviços de saúde. Muitos pais trabalham fora o dia todo, as crianças ficam na creche e nem sempre há rede de apoio para levá-las à sala de vacinação no horário de funcionamento. Cabe ao município identificar essa realidade e estruturar estratégias para ampliar o atendimento”, concluiu Micheline.
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