02 de março, de 2026 | 15:15
De lindos tons de azul, amizade e um certo medo...
Nena de Castro *
Bom dia, meus amados cinco leitores! Escrevo de Lucena, pertim de João Pessoa (PB) onde visito, junto com Petite Fleur e Bugrinha, a amiga Zilma Inácio. A dona da casa é dona Zeza, uma senhora baixinha, de 85 anos, que se casou aos 16 e aos 35 tinha dado à luz a 12 filhos! Desses, 9 estão vivos e na sua casa enorme transitam os mais de 40 netos e bisnetos que ela tem! Mulher arretada, lúcida, de muitos causos e histórias, me conta que está esperando conhecer os tataranetos! Coisa mais linda! Quase me dá vergonha falar das manhãs e tardes de sol aqui na Paraíba, sabendo das inundações aí no meu país, Minas Gerais, uai! Que Deus bençoe a todos! Estou no escritório de um dos filhos de Dona Zeza, Gildo, que é advogado, fazendo a minha croniqueta. Já estava triste com as enchentes, e agora o Pinto Calçudo começa a bombardear o mundo, que tristeza! Tomara o bom senso impeça que seja o fim de tudo, se esse homem fizesse o bem, parasse de olhar pro seu próprio umbigo, tudo seria diferente!A Bugra aqui podia imaginar tudo, menos que dos norte-americanos saísse um dos Cavaleiros do Apocalipse! Afeeeee! Voltando à parte boa, quantos passeios lindos por aqui, guiados por Zilma, nossa querida anfitriã! Visitamos as ruínas de uma igreja dos tempos coloniais, que emoção! E o mirante? Aquele marzão besta, como diria o Ziraldo, lá longe, o sol brilhando imensamente, as pessoas tão pequenininhas lá embaixo... O bicho-preguiça na estrada, tão lindo, nos lembrando que a Natureza nos legou tudo e nós fazemos questão de acabar com tudo!
Mas apesar de tanta desgraceira, é preciso ter esperança,
aquela verdinha que nos impele a continuar,
a buscar sempre o melhor”
Mas apesar de tanta desgraceira, é preciso ter esperança, aquela verdinha que nos impele a continuar, a buscar sempre o melhor! Ontem na praia do Jacaré, aquele tanto de gente passeando e fazendo compras, aguardando o pôr do sol, barcaças com passageiros, o sol vai se despedindo e lança os últimos raios sobre uma canoa onde um músico com saxofone toca maravilhosamente Bolero de Ravel. Precisa mais? E vamos voltar pesando cem quilos de tanta comida gostosa, essas tapiocas no café da manhã, a galinha de capoeira com caldim, afora as outras delícias, e os frutos do mar! E JUJUBA contou Histórias em duas escolas, eita maravilha!
Et la nave va, com o sol iluminando maravilhosamente a paisagem, as folhas rebrilham em diversos tons de verde, a água azul e verde namora o céu azul adornado de nuvens brancas onde cordeirinhos de algodão doce nos lembra que a paz é o bem maior e o AMOR É TUDO!
E, se o grão-lourão não explodir o mundo, nós nos encontraremos na próxima crônica! E nada mais digo! Au revoir.
* Escritora e Encantadora de Histórias
Obs: Artigos assinados não reproduzem, necessariamente, a opinião do jornal Diário do Aço
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