04 de março, de 2026 | 15:25

Homem acusado de tentar matar a esposa vai a julgamento em Mesquita


Está designado para o dia 13 de março de 2026, às 9h, no Fórum da Comarca de Mesquita, o julgamento de Mauro Evandro, de 69 anos, acusado de tentar matar a própria esposa e o cunhado. O caso será analisado pelo Tribunal do Júri.

O réu responde pelos crimes de feminicídio tentado e homicídio tentado, ambos qualificados. A acusação será sustentada pelo promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro, representante do Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG).

Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público, os fatos ocorreram no dia 13 de dezembro de 2024, por volta das 17h30, na localidade conhecida como Córrego do Rumão, zona rural de Joanésia.

Tentativa de feminicídio

Segundo as investigações, Mauro Evandro teria tentado matar a esposa com diversos golpes de enxada, atingindo principalmente as costas e a cabeça da vítima.

De acordo com a denúncia, o crime ocorreu por razões da condição do sexo feminino, no contexto de violência doméstica e familiar. A motivação teria sido a suspeita do acusado de que a mulher pretendia se divorciar para pleitear um benefício assistencial.

Ainda conforme apurado, a agressão ocorreu de forma inesperada, quando a vítima estava de costas, cuidando de um animal de estimação, circunstância que dificultou sua defesa.

O homicídio não se consumou porque, após a vítima perder a consciência, o agressor acreditou que ela já estivesse morta e interrompeu os golpes. A mulher recebeu atendimento médico imediato.

O Ministério Público também aponta causas de aumento de pena, pois o crime foi cometido contra pessoa com deficiência - a vítima é cega do olho direito - e na presença da mãe dela, uma idosa de 86 anos, que presenciou a agressão sem condições de intervir.

Tentativa de atropelamento

Consta no processo que, logo após a tentativa de feminicídio, o acusado ainda teria tentado matar o irmão da vítima. Conforme as investigações, ele tentou atropelar o homem com um veículo, em alta velocidade, como forma de represália pela tentativa de intervenção para salvar a vida da irmã. O crime não se consumou porque a vítima conseguiu se esquivar.

O Ministério Público sustenta que os crimes foram praticados por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas. A denúncia também ressalta a gravidade das condutas e os impactos causados às vítimas e familiares.
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