09 de março, de 2026 | 18:00

Uma quase festa e ponderações...

Nena de Castro *




Diaa, meus amados 5 leitores! Pra vocês o voo da águia, o canto do sabiá-laranjeira, perfume de flores silvestres e o murmurejar da água cristalina correndo pela campina... A moça da padaria não gostou quando me desejou feliz dia da mulher e respondi que precisamos lutar contra o feminicídio. Disse que a gente precisa agradecer a Deus por ter saúde e estar aqui. Respondi que sim, todos os dias agradeço a ELE por estar viva, mas penso nas que não estão e nas que morrerão hoje e nos próximos dias por pura covardia.

Ela fechou a cara e me atendeu rápido, zangada por achar que estava estragando sua festa! Bugra esquisita, que cedo aprendeu a desgostar de homenagens inócuas, de falsas representações de sepulcros caiados, criei meus ovos de urubu avisando que todo dia é das mães, dos pais, das crianças, das professoras, e que separar um dia e posar de bonzinho voltando a ser cruel no outro, é muita falsidade. Você tem o direito de discordar, claro!

Calma, antes de nos chamar de pais cruéis, saiba que nunca deixamos de festejar à nossa moda, eles sempre ganharam os presentes que podíamos dar, participavam de tudo da turma do Imbaúbas, não perdiam festas e acampavam sempre! No entanto, desde pequenos ouviram alertas sobre consumismo, sobre desigualdade social e da importância de tratar a todos bem, independente do cargo ou dos trajes. Sem querer me alongar nesse assunto, só registro o fato do feminicídio de 2025 ter sido maior que o do ano anterior e por aí vai.

Precisamos urgentemente de medidas capazes de proteger a todas, penas mais pesadas para os assassinos, mais casas de acolhimento e melhores condições de saúde. E que tal subir os índices de salário das mulheres que executam as mesmas funções e recebem menos que os homens? Afeeee, quanta injustiça!

E voltando a falar de trem ruim,  os boatos sobre o Pinto Calçudo, aquele veinho louro variado da cabeça, estão cada vez melhores: uns dizem que ele entrou na guerra contra o Irã, forçado, por causa das estripulias que os israelenses tem guardadas e que teriam sido entregues pelo Epstein, o monstro que além de oferecer crianças para os amiguitos milionários “brincarem”, chegou literalmente a devorar algumas, segundo  documentos.

Outros dizem que os bombardeios seriam para desviar a atenção do mundo do caso Epstein! De qualquer forma, adivinhem quem paga o pato!  Penso nas pobres crianças sob bombardeio, mortas nas escolas e em suas mães e avós! O pior é que esse conflito pode se estender e acabar sobrando pra nós! Bom, o jeito é orar e pedir a Deus que nos acuda,  que tenha piedade, que console o coração dos que sofrem, pois o trem tá feio, feíssimo, fedendo a enxofre e bombas atômicas! E nada mais digo! Au revoir.
 
*Escritora e Encantadora de Histórias.


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Comentários

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Tião Aranha

09 de março, 2026 | 23:46

“Bom texto, essa guerra do Oriente Médio irá ocasionar a corrida armamentista - tal qual na guerra fria. A Rússia já dispôs ao governo brasileiro ajuda na construção de uma usina nuclear. Pra quem entende um pingo é letra. O medo de invasão do inimigo é tão grande que não vai demorar muito o nosso país querer produzir a temida bomba atômica. A maior guerra está dentro dos lares, onde pais não conseguem mais manter sequer um diálogo aberto com os filhos, depois que crescem. Só conflitos por toda parte. Estamos no final dos tempos, ou quem sabe, estamos apressando a volta do Salvador? Mais uma pergunta sem resposta! Rs.”

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