11 de março, de 2026 | 06:33

Trens voltam a circular na EFVM após bloqueio do MST em Tumiritinga

Reprodução de vídeo
O protesto reuniu principalmente mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e reivindicou ações para a reparação de danos com o rompimento da Barragem de Fundão, desastre da mineradora Samarco, ocorrido em 2015O protesto reuniu principalmente mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e reivindicou ações para a reparação de danos com o rompimento da Barragem de Fundão, desastre da mineradora Samarco, ocorrido em 2015

A circulação do Trem de Passageiros (e de cargas) da Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM) foi retomada nesta quarta-feira (11), após mais de 24 horas de bloqueio na ferrovia, em Tumiritinga, no Leste de Minas Gerais. O protesto começou na segunda-feira (9), conforme noticiado pelo Diário do Aço e foi feito por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que ocuparam os trilhos e interromperam as viagens entre Minas Gerais e o Espírito Santo.

Com a liberação da linha férrea na tarde de terça-feira (10), o serviço voltou a operar normalmente no trajeto entre Belo Horizonte (MG) e Cariacica (ES). Durante o período de interdição, passageiros que tinham viagens programadas precisaram cancelar ou remarcar os bilhetes.

Segundo o MST, cerca de 700 mulheres participaram da mobilização, que integrou a Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra 2026.

O que diz a Vale

A Vale confirmou que o bloqueio impediu a passagem de todas as composições (passageiros e cargas) nos dois sentidos da ferrovia durante o período do protesto.

Em nota, a empresa informou que os passageiros afetados podem remarcar a viagem ou solicitar o reembolso do valor pago, conforme a forma de pagamento utilizada, no prazo de até 30 dias.
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Trens de carga e de passageiros foram parados; manifestantes cobram avanços nas ações de reparação de catástrofe ambiental Trens de carga e de passageiros foram parados; manifestantes cobram avanços nas ações de reparação de catástrofe ambiental

A mineradora orienta que, para obter mais informações sobre bilhetes e procedimentos, os usuários entrem em contato pelo telefone 0800 285 7000.

Reivindicações do movimento

De acordo com os organizadores, o protesto reuniu principalmente mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e marcou os mais de dez anos do rompimento da Barragem de Fundão, desastre ocorrido em 2015, em Mariana.

Os manifestantes cobram responsabilização criminal pelos danos ambientais e sociais provocados pela tragédia da mineração em Mariana. Também pedem avanços nas medidas de reparação.

Segundo o movimento, cerca de duas mil famílias sem terra ainda aguardam indenizações relacionadas ao desastre. O grupo afirma ainda que 52 assentamentos em Minas Gerais e no Espírito Santo sofreram impactos diretos.

Entre as reivindicações apresentadas estão a recuperação de cinco mil nascentes e o plantio de dez mil hectares de florestas nas áreas atingidas.
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Comentários

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Justo

11 de março, 2026 | 07:08

“Essa turma de vermelho gosta é de prejudicar quem precisa ir e vir, porque não vão protestar na porta da vale pois é a vale a dona do problema”

Souza

11 de março, 2026 | 06:51

“Deveriam investigar, quem está bancando faixa de protesto, camiseta, bones personalizados, logística de transporte e o lanche de mortadela!!
Pois nada é de graça!!
Talvez a conta seja pago com bolsa !!!”

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