12 de março, de 2026 | 07:30

Vale do Aço fecha janeiro com perda de 1,3 mil empregos formais

Marcelo Camargo/Agência Brasil
 Vale do Aço teve dois meses seguidos de queda na geração de vagas de empregos Vale do Aço teve dois meses seguidos de queda na geração de vagas de empregos
Por Matheus Valadares

A Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA) iniciou 2026 com saldo negativo na geração de empregos com carteira assinada. Dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mostram que os quatro municípios da região fecharam 1.373 vagas formais em janeiro.

O resultado ocorre após uma forte retração registrada no fim do ano passado. Em dezembro de 2025, a região já havia perdido cerca de 1,6 mil postos de trabalho, movimento que acompanhou a tendência observada em Minas Gerais e no Brasil naquele mês.

“Essa perda [em 2026] foi puxada pelo setor de serviços, que eliminou 830 vagas, e em segundo lugar pela indústria, que eliminou 436 vagas. Todos os setores, com exceção da agropecuária, tiveram um desempenho ruim no primeiro mês de 2026. A única exceção foi a agropecuária que tem uma participação muito pequena no conjunto da economia do Vale do Aço. Mas o setor de comércio, que é bastante importante também, registrou saldo negativo de 143 empregos, ou seja, 143 empregos. A construção também eliminou 100 vagas”, analisa William Passos, geógrafo e coordenador de estatística e de pesquisa do Observatório das Metropolizações Vale do Aço do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) campus Ipatinga.

Ipatinga concentra maior retração


Entre os municípios da região, Ipatinga apresentou o maior saldo negativo em janeiro, com fechamento de 770 vagas, seguido por Timóteo (-345) e Coronel Fabriciano (-252). Santana do Paraíso registrou perda de seis postos formais.
“Paraíso quase consegue zerar a eliminação de emprego com carteira assinada no mês que realmente foi um mês bastante difícil para a região”, observa William.

Setores por cidades


A indústria teve um saldo negativo nos quatro municípios e fechou o primeiro mês do ano com a eliminação de 55 vagas formais em Ipatinga; -174, em Timóteo; -188, em Coronel Fabriciano; e -19 em Paraíso.

O setor de serviços, que hoje é mais importante no que tange a vagas de empregos no Vale do Aço, perdeu 691 postos de trabalho em Ipatinga; -125, em Timóteo; -28, em Fabriciano e apenas Santana do Paraíso teve o saldo positivo, com a geração de novos 14 empregos.

“Observamos que o mercado de trabalho do Vale do Aço realmente já há bastante tempo vem perdendo bastante dinamismo no que diz respeito à geração do emprego formal. É um mercado puxado basicamente pelo setor de serviços, a indústria vem apresentando uma geração fraca no que diz respeito ao histórico regional. Nos últimos anos a indústria não vem gerando mais tanto emprego com carteira assinada, como já gerou no passado, e o Vale do Aço, com o passar do tempo, foi se tornando uma região em que o setor de serviços puxa a economia. E o setor de serviços gerou perda líquida de 830 empregos no primeiro mês de janeiro de 2026”, finaliza Passos.
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