12 de março, de 2026 | 11:38

Justiça faz nova etapa de audiência sobre ataque entre torcidas em Inhapim

Reprodução de vídeo
Caso teve grande repercussão na época dos fatosCaso teve grande repercussão na época dos fatos

Ocorre a partir das 12h30 desta quinta-feira (12), na Justiça da Comarca de Inhapim, a segunda audiência de instrução dos quatro homens integrantes de torcidas acusados de agressão a torcedores em caso registrado em setembro de 2025.

Em um primeiro momento, foram ouvidas as testemunhas de acusação, e hoje será apresentado os depoimentos das testemunhas da defesa. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou J.E.C., de 29 anos, D.T.M., de 28, M.H.S., de 25 e R.V.S., de 30, por por crimes como roubo majorado, associação criminosa e participação em briga entre torcidas organizadas.

A defesa de J.E.C., de 29 anos, D.T.M é feita pelos advogados Vitor Vieira Almeida e Pedro Henrique Silva Magalhães. A tese de defesa a gente ainda não falou, porque a gente está deixando pra reunir tudo em sede memoriais”, informou Vitor.

A denúncia e o caso
Segundo o Ministério Público, o quarteto teria atuado em conjunto com outros indivíduos ainda não identificados. De acordo com os autos do inquérito policial, o caso ocorreu na manhã de 21 de setembro de 2025, na Rua Osvaldo Silva Araújo, em Inhapim. No local, integrantes da torcida Máfia Azul participavam de uma comemoração de aniversário da organização quando foram surpreendidos pela chegada de dois veículos ocupados pelos denunciados e outros suspeitos.

Segundo o Ministério Público, cerca de oito homens desceram dos automóveis encapuzados e portando bastões de madeira. Em seguida, passaram a agredir integrantes da torcida rival. Durante a ação, uma bandeira da Máfia Azul que estava afixada no estabelecimento foi retirada do local.

Ainda conforme a denúncia, três vítimas foram agredidas durante o confronto. Uma delas teria sido atingida por golpes de bastão no rosto e desmaiado após as agressões. Outro agredido sofreu lesões na boca, na região lombar e no braço esquerdo ao tentar impedir a retirada da bandeira.

Após o ataque, os envolvidos fugiram do local. Posteriormente, policiais militares fizeram diligências na região e abordaram um veículo Hyundai HB20 nas proximidades da chamada Ponte Nova, em Coronel Fabriciano. O automóvel, conforme a investigação, teria sido utilizado na ação.

Durante a abordagem, os policiais identificaram o motorista como D.T.M.,. Conforme consta na denúncia, ele teria apresentado uma carteira nacional de habilitação em nome de outra pessoa, que posteriormente foi constatada como falsa.

Nas diligências feitas pela polícia também foram apreendidos três bastões de madeira, um rádio comunicador, um blusão que teria sido utilizado durante a ação e um telefone celular.

A denúncia aponta ainda que os acusados seriam integrantes da torcida organizada Galoucura Vale do Aço e teriam se deslocado de cidades da região, como Ipatinga, Timóteo e Coronel Fabriciano, até Inhapim com o objetivo de promover o confronto.

[link https://www.diariodoaco.com.br/noticia/0128028-operacao-da-policia-civil-e-ministerio-publico-prende-integrantes-de-torcida-organizada-em-inhapim-ipatinga-e-em-timoteo
|O Ministério Público sustenta que a ação foi previamente planejada, com divisão de tarefas entre os participantes e utilização de veículos alugados para dificultar a identificação dos envolvidos.]

Na denúncia, os quatro homens respondem por crimes como roubo majorado, associação criminosa e participação em briga entre torcidas organizadas. D.T.M., também foi denunciado por desobediência, uso de documento falso, falsidade ideológica e falsa identidade.

Ao final da denúncia, o Ministério Público requer a condenação dos acusados e a reparação dos danos causados às vítimas, além da restituição da bandeira subtraída durante o ataque.
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