13 de março, de 2026 | 18:00
Mulher agride pedestres no Centro de Ipatinga e gera preocupação entre comerciantes e trabalhadores
Relatos de agressões atribuídas a uma mulher conhecida como Babalu”, que vive em situação de rua, têm gerado preocupação entre pessoas que circulam pelo Centro de Ipatinga. De acordo com testemunhos encaminhados à redação do Diário do Aço, a mulher aborda pedestres de forma repentina e, em alguns casos, desfere tapas, murros ou chutes, além de proferir xingamentos e ameaças, principalmente quando alguém se recusa a lhe dar dinheiro.
No total, cinco pessoas relataram episódios envolvendo a mulher. Três vítimas são mulheres e dois são homens. Um dos homens afirma ter presenciado agressões e outro relata ter sido atacado.
Um administrador de empresa, de 35 anos, que trabalha na região central há mais de duas décadas, afirma que a presença da mulher nas ruas do Centro é conhecida por moradores e comerciantes. Segundo ele, as abordagens costumam ocorrer de forma mais agressiva contra mulheres. Já presenciei, em fila na loteria, ela gritando e tentando agredir senhoras ao sair da lotérica, tendo que intervir de certa forma, falando alto com ela para que ela não machucasse a senhora que negou dar dinheiro a ela”, relatou. O homem acrescenta que, nos últimos meses, percebeu a mulher mais agressiva, encostando nas pessoas, batendo e intimidando pedestres.
Agressões inesperadas
Entre os relatos recebidos, há casos de agressões repentinas em vias movimentadas do Centro. Um comunicador de 29 anos contou que estava em um ponto de ônibus na Avenida João Valentim Pascoal, em frente à Cemig, quando foi surpreendido. Estava parado no ponto, atento ao fluxo de veículos, quando ela veio pelas costas e desferiu um tapa no ombro direito. Foi mais um susto que dor e ela ainda saiu falando palavras de baixo calão, tentando intimidar”, relatou. Segundo ele, não procurou a polícia porque aguardava o ônibus para retornar para casa, em Coronel Fabriciano.
Outro caso
Uma funcionária de empresa de logística, de 43 anos, afirma que foi agredida enquanto fazia entregas na região central. Ela relata que caminhava próxima à esquina da Estação Memória quando a mulher passou e a atingiu. Aproveitou-se que eu estava desatenta, lendo um endereço, e me deu um tapa que atingiu o pescoço e o rosto. Levei grande susto. Ardeu muito, ficou uma marca e, na hora, pensei que ela tivesse me cortado”, disse. Após a agressão, segundo a vítima, a mulher saiu proferindo palavrões.
Ataques sem motivo aparente
Outra vítima, uma comerciária de 25 anos, relatou que foi atacada no dia 6 de março, quando saía do trabalho e caminhava em direção ao ponto de ônibus. Ela se aproximou e me deu um murro no ombro. Passou por mim, voltou e me esmurrou. Não consigo nem imaginar por que ela fez isso”, afirmou. A jovem acrescenta que, semanas antes, a mulher havia pedido água na loja onde ela trabalha e foi atendida normalmente.
Uma atendente de 24 anos relata que já sofreu duas situações envolvendo a mesma mulher. No primeiro episódio, ocorrido no ano passado, ela aguardava o ônibus na Avenida João Valentim Pascoal quando recebeu um chute na panturrilha. Mais recentemente, caminhava pela Rua Diamantina em direção ao trabalho quando foi novamente abordada. Ela veio em minha direção, me perseguiu e proferiu vários xingamentos. Fiquei com medo enorme e corri para o meu local de trabalho para me abrigar”, contou.
Segundo os relatos, muitas das vítimas não procuraram a polícia após as agressões, seja pelo susto do momento ou pela necessidade de seguir para o trabalho ou para casa. Ainda assim, as situações têm gerado apreensão entre trabalhadores e comerciantes que circulam diariamente pelo Centro de Ipatinga.
O que diz a Polícia Militar
Procurado pela reportagem, o capitão Wilson Moura, comandante da 82ª Cia PM, responsável pelo policiamento da área central da cidade, informou que o policiamento preventivo na área central é feito de forma contínua e as equipes fazem abordagens, identificação e orientação a diversos moradores em situação de rua e usuários de drogas.
Situações de agressão, ameaça ou qualquer comportamento que coloque em risco a integridade das pessoas devem ser comunicadas imediatamente por meio do telefone 190, para que uma guarnição possa fazer a intervenção necessária”, acrescenta o oficial da PM.
A corporação destaca ainda que, sempre que possível, é importante que as vítimas registrem ocorrência, pois essas informações auxiliam no direcionamento do policiamento e permitem a adoção de outras providências junto aos órgãos competentes de assistência social e saúde.
Não só como no caso da mulher citada, em que problemas relacionados ao uso indiscriminado de álcool, drogas ou outras condições psicológicas potencializam ocorrências do tipo, é importante que a população siga algumas dicas de autoproteção, dentre elas, evitar discussões ou confrontos com pessoas que apresentem comportamento agressivo ou alterado, mantendo distância; manter atenção ao ambiente ao redor, evitando distrações excessivas ao caminhar ou aguardar transporte público; permanecer ou caminhar em locais com maior circulação de pessoas, especialmente no período noturno; e acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190 ao perceber situação de ameaça, agressão ou risco”, concluiu.
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