18 de março, de 2026 | 09:19

Vídeos revelam cenas de violência e tortura em possível ''justiça paralela'' em Ipatinga

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Os casos dos vídeos teriam ocorrido no aglomerado da rua Pouso Alegre, na área central de IpatingaOs casos dos vídeos teriam ocorrido no aglomerado da rua Pouso Alegre, na área central de Ipatinga

Um caso grave de violência está sendo apurado pela polícia em Ipatinga, após a circulação de vídeos que mostram agressões e tortura contra pessoas, possivelmente de moradores de rua ou usuários de drogas, na região central da cidade. As imagens, que chegaram ao conhecimento da Polícia Militar na manhã desta terça-feira (17), indicam a prática de tortura contra vítimas que frequentam o aglomerado localizado na rua Pouso Alegre.

De acordo com fontes da PM, os episódios ocorreram nas imediações das ruas Pouso Alegre e Itajubá, além da avenida Leôncio Guimarães, próximo ao acesso ao aglomerado da Pouso Alegre e ao pontilhão de ferro. As gravações mostram diferentes momentos de agressões físicas, com vítimas sendo espancadas por vários indivíduos.

Nas imagens, é possível perceber que um dos envolvidos nas filmagens aparenta comandar as ações, incentivando os agressores e determinando que as vítimas não reagissem ou gritassem. Em diversos trechos, os autores utilizam pedaços de madeira para atacar as vítimas, além de chutes, tapas e outros tipos de violência.

Em um dos vídeos, uma das vítimas chega a implorar para que as agressões cessem e um dos autores diz "levanta desgraça, vai pilantrar a quebrada". Em outro momento, um homem é perseguido por um beco e novamente agredido após tentar fugir. Há ainda registros de um indivíduo sendo arrastado pelo chão após sofrer sucessivos golpes.

Testemunhas ouvidas pela polícia, que preferiram não se identificar por medo de represálias, afirmaram que alguns dos suspeitos seriam moradores da região e já conhecidos no meio policial. Entre os nomes levantados estão indivíduos com passagens por crimes como tráfico de drogas, agressão, ameaça e até homicídio.

A Polícia Militar informou que realizou diligências para identificar os envolvidos e reunir mais informações sobre o caso. O material foi encaminhado à Polícia Civil, que deverá conduzir as investigações. O caso segue em apuração, e a polícia busca localizar tanto os autores das agressões quanto as vítimas, que ainda não foram oficialmente identificadas.
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