20 de março, de 2026 | 12:32
Advogado e padrasto são presos por crimes sexuais contra crianças e adolescentes em Coronel Fabriciano
Wellington Fred
Equipe da PCMG explicou que investigações distintas resultaram na detenção de um profissional do Direito por armazenamento de pornografia infantil e de um homem de 36 anos por estupro de vulnerável continuado
Equipe da PCMG explicou que investigações distintas resultaram na detenção de um profissional do Direito por armazenamento de pornografia infantil e de um homem de 36 anos por estupro de vulnerável continuadoA Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) confirmou, nesta sexta-feira (20), a prisão de dois homens investigados por crimes de exploração e abuso sexual contra crianças e adolescentes no município. Conforme já noticiado pelo Diário do Aço, entre os presos está um advogado de 25 anos, suspeito de armazenar material de pornografia infantil, e um homem de 36 anos, acusado de molestar a enteada durante quatro anos. As informações foram detalhadas pela delegada titular de Coronel Fabriciano, Izabella Menegassi, em entrevista à imprensa na sede do 12º Departamento de Polícia Civil, em Ipatinga. Participaram as investigadoras Gilsara Rosa e Elisangela Damasceno.
A primeira prisão, de caráter preventivo, ocorreu quarta-feira (18). O alvo foi um advogado atuante na comarca de Coronel Fabriciano. Segundo a delegada, a investigação teve início após denúncias que levaram ao cumprimento de um mandado de busca e apreensão de dispositivos eletrônicos. "As prisões decorreram após a comprovação de que havia em seus dispositivos de informática conteúdo de pornografia infantil", afirmou Menegassi.
Em conformidade com o Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a diligência foi acompanhada por um representante da instituição para garantir as prerrogativas da classe. O investigado foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário.
Sigilo e cumprimento da Lei de Abuso de Autoridade
Questionada sobre a preservação da identidade do advogado, a delegada explicou que a instituição segue diretrizes rigorosas. "A Polícia Civil tem uma diretriz que impede a divulgação de nomes e imagens, em razão do cumprimento da Lei de Abuso de Autoridade (Lei nº 13.869/2019). Isso se aplica não só a este caso, mas a qualquer cidadão que venha a ser preso", esclareceu a autoridade policial.A delegada reforçou que o armazenamento de pornografia infantil, por si só, já configura crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Durante a operação, foram apreendidos computadores e aparelhos celulares, que passarão por perícia técnica para instruir o inquérito.
Padrasto é preso por abusar de enteada desde os 11 anos
O segundo caso confirmado pela PCMG envolve a prisão preventiva, efetuada nesta sexta-feira (20), de um homem de 36 anos. Ele é investigado por abusar sexualmente da enteada, crime que teria começado quando a vítima tinha apenas 11 anos e se estendido até os 15 anos de idade.De acordo com as investigações, a adolescente chegou a relatar os abusos para a mãe, que, inicialmente, não teria acreditado no depoimento da filha. Diante da falta de apoio familiar, a jovem fugiu de casa e buscou auxílio com um adulto de sua confiança. Este, por sua vez, acionou o Conselho Tutelar, que encaminhou o caso à Polícia Civil.
"O relato da vítima é que ela expõe a situação e pede ajuda para a mãe, mas a mãe não dá o voto de confiança, pelo menos a princípio. Isso foi o estopim para que ela fugisse e pedisse ajuda a terceiros", detalhou Izabella Menegassi.
O casal se separou recentemente, e o investigado alegou que o término ocorreu devido a uma "briga". No entanto, a administração municipal e a Polícia Civil apuram se a motivação real da separação possui ligação com os abusos. O homem deverá responder por crime sexual contra vulnerável em sua forma majorada e continuada. A conduta da mãe também será alvo de investigação para apurar eventual omissão.
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Pagador de Impostos
20 de março, 2026 | 13:21Tem que colocar a cara desse vermes ai para população ver, já que é a população que vai tratar desses canalhas na cadeia. Cela comum para esse tipo de crime independente de grau de estudo”