20 de março, de 2026 | 12:50

Zema deixa o governo de Minas no domingo para se dedicar à campanha presidencial

Arquivo DA
O governador mineiro é pré-candidato a presidente do BrasilO governador mineiro é pré-candidato a presidente do Brasil

O governador Romeu Zema (Novo) encaminhou ofício à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta semana, informando que deixará o cargo no próximo domingo (22) O documento do Palácio Tiradentes foi apresentado em plenário pela deputada estadual Maria Clara Marra (PSDB).

A saída será oficializada na manhã de domingo, em solenidades na ALMG e no Palácio Tiradentes, quando o governador transmitirá o cargo ao vice, Mateus Simões (PSD), pré-candidato à sucessão. Com a renúncia, Zema passa a se dedicar à pré-campanha à Presidência da República.

Mesmo assumindo um mandato tampão, Simões participará de cerimônia com os ritos tradicionais de posse de chefe do Executivo estadual. A sessão solene está marcada para as 10h, no plenário da ALMG, sob condução do presidente da Casa, Tadeu Martins Leite (MDB), com acesso liberado aos convidados a partir das 9h.

Na carta o governador fez críticas ao PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tentará a reeleição em outubro. “O governo do PT parece cada vez mais voltado para si mesmo, enquanto milhões de brasileiros lutam para fechar as contas no fim do mês. O dinheiro do brasileiro vale cada vez menos. Cresce no país um sentimento muito parecido com aquele que vimos em Minas Gerais antes da mudança que começamos em 2019”.


Leia a carta na íntegra

Dirijo-me a esta Casa para comunicar, de forma respeitosa e transparente, minha decisão de renunciar ao cargo de Governador do Estado de Minas Gerais, a partir do próximo dia 22 de março. Faço isso com o coração cheio de gratidão aos mineiros e com profundo respeito a esta Assembleia Legislativa, que teve papel fundamental nos momentos mais desafiadores que enfrentamos juntos ao longo destes anos. Quando assumi o governo em 2019, Minas Gerais atravessava um dos períodos mais difíceis de sua história. O Estado estava desorganizado, incapaz de pagar seus servidores em dia, com serviços públicos comprometidos e com uma dívida gigantesca que limitava severamente a capacidade de ação do governo. Mais do que a crise financeira, havia um sentimento que doía em todos nós: pela primeira vez, muitos mineiros sentiam vergonha da situação do nosso Estado. Foi esse sentimento que me trouxe para a política. Eu era um empresário que nunca havia ocupado um cargo público, mas, como tantos outros mineiros, estava indignado com o que estava acontecendo com Minas Gerais.

Com o apoio do povo mineiro, fui eleito em 2018 com uma missão clara: fazer o governo trabalhar para quem sustenta o Estado – para os mineiros – e não para quem vive às custas dele. Ao longo desses anos, enfrentamos enormes dificuldades, mas avançamos juntos. Colocamos ordem na casa. Recuperamos as contas do Estado. Voltamos a pagar os servidores em dia. Reorganizamos serviços e mostramos que é possível governar com responsabilidade, respeito ao dinheiro público e foco em quem realmente paga a conta. Mais do que isso, Minas voltou a ficar de pé. E, talvez a maior alegria de todas, os mineiros voltaram a sentir orgulho de ser mineiros.

Por isso, recebi com enorme gratidão a reeleição em primeiro turno em 2022, um reconhecimento que pertence não a mim, mas a todos os mineiros que acreditaram que era possível mudar. Hoje deixo o governo com a sensação de missão cumprida. Mas o mesmo sentimento que me levou a disputar as eleições em Minas em 2018 também fala alto neste momento em relação ao Brasil. Página 93 de 187 www.almg.gov.brQuinta-feira, 19 de março de 2026Vejo um país novamente tomado pela indignação. Escândalos de corrupção se sucedem. Uma turma de intocáveis tenta se blindar e se colocar acima do povo.

O governo do PT parece cada vez mais voltado para si mesmo, enquanto milhões de brasileiros lutam para fechar as contas no fim do mês. O dinheiro do brasileiro vale cada vez menos. Cresce no país um sentimento muito parecido com aquele que vimos em Minas Gerais antes da mudança que começamos em 2019. Sou, antes de tudo, um brasileiro comum. Um mineiro que cresceu trabalhando, estudando e empreendendo, como milhões de brasileiros fazem todos os dias.

Minha família chegou ao Brasil vinda da Itália, pobre, para trabalhar na roça no interior de São Paulo. Foi aqui que construímos nossas vidas. Foi este país que nos deu oportunidades. Sinto, portanto, que chegou o momento de retribuir ainda mais ao Brasil tudo aquilo que ele deu à minha família.

É com esse espírito de serviço que deixo o governo de Minas Gerais. Tenho plena confiança de que o vice-governador Mateus Simões dará continuidade ao trabalho que iniciamos juntos e seguirá conduzindo Minas com seriedade, responsabilidade e compromisso com os mineiros. Agradeço profundamente a esta Assembleia Legislativa pela parceria institucional ao longo destes anos. Mesmo nos momentos mais difíceis, prevaleceu o compromisso com Minas Gerais. E agradeço, acima de tudo, ao povo mineiro pela confiança, pelo apoio e pela oportunidade de servir. Minas estará sempre no meu coração."

Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário