23 de março, de 2026 | 15:20

Projeto Estação revela histórias e paisagens pelo olhar da juventude

Fotos: Estúdio Estilingue
Quando o olhar do jovem transforma os territóriosQuando o olhar do jovem transforma os territórios
“Há lugares por onde passam trilhos, mas também passam histórias de trabalho, de afeto, de resistência e de reinvenção. Cidades marcadas pelo som do trem, pelo ritmo da indústria e pela vida cotidiana que se constroem ao redor da ferrovia”, inicia a assessoria na divulgação do Projeto Estação, que este ano entra no segundo ciclo e chega aos municípios de Santa Bárbara, Timóteo, Coronel Fabriciano, Ipatinga, Santana do Paraíso, Belo Oriente, Naque e Periquito.

A iniciativa cultural da produtora Horus propõe utilizar a fotografia e o audiovisual como “linguagens, encontros e pertencimento”. O projeto tem o apoio da Vale e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e busca retratar e valorizar “os saberes, os patrimônios e as memórias a partir do olhar de quem vive o território”, reforça a assessoria. “Jovens de 16 a 25 anos assumem aqui o papel de protagonistas. São eles os grandes artistas do projeto. Com um celular nas mãos, novas ferramentas e sensibilidade no olhar, aprendem através da fotografia a contar histórias dos lugares e, principalmente, das pessoas que habitam essas localidades”, detalha.

"No Estação, cada fotografia é também um relato. As imagens registram memórias, gestos, ofícios e afetos. Aquilo e aqueles que são fotografados passam a fazer parte da narrativa e suas histórias atravessam todas as etapas do projeto - do levantamento cultural às oficinas, das ruas às exposições, do território físico ao digital", complementa.

Atividades revelam histórias, pessoas e paisagens: acervo afetivo contemporâneo dos lugaresAtividades revelam histórias, pessoas e paisagens: acervo afetivo contemporâneo dos lugares
Criando raízes
Em sua concepção, o projeto almeja se integrar ao cotidiano de cidades que margeiam a Estrada de Ferro Vitória a Minas, construir vínculos comunitários e se tornar parte da própria memória de cada território. Em 2025, no primeiro ano de atividades, o Estação passou por Belo Horizonte, Barão de Cocais, Rio Piracicaba, João Monlevade, Itabira, Nova Era e Antônio Dias.

A programação consta de oficinas on-line e presenciais, encontros formativos e troca de conhecimento entre os participantes. São 192 horas de atividades, organizados em oito turmas, com o total de 80 jovens entre 16 e 25 anos. Os selecionados recebem de forma gratuita um Kit Aluno com camisa, crachá, apostila, bloco e certificado, além de bolsas-incentivo, reforçando o compromisso da iniciativa em promover diversidade, inclusão, formação profissional, economia criativa local e preservação da memória histórica.

Também no ano passado, além das atividades formativas, o projeto realizou sete instalações artísticas, uma exposição de artes visuais, mostra de cinema e roda de conversa, e a produção de uma galeria virtual que reuniu 240 fotografias artísticas e oito curtas-metragens. Conforme a assessoria, mais de 700 visitantes circularam pelas ações presenciais e mais de 8 mil pessoas visitam os ambientes virtuais. “Todas as etapas desse percurso ficaram registradas e seguem disponíveis nas redes do projeto e também nos próprios territórios, por meio de ações presenciais, instalações e devolutivas culturais”, ressalta a assessoria.

Diversas intervenções artísticas são promovidas no trajetoDiversas intervenções artísticas são promovidas no trajeto
Transformações continuam
A meta em 2026 é aprofundar as relações e ampliar o alcance do projeto. Ao longo do ano, serão oito paradas: Santa Bárbara, Timóteo, Coronel Fabriciano, Ipatinga, Santana do Paraíso, Belo Oriente, Naque e Periquito. Envolvendo a juventude local de cada território e a memória ferroviária, estão programados novas oficinas, registros, ocupações urbanas, produções audiovisuais e ações devolutivas, todos com acesso livre por parte das comunidades locais.

Para o idealizador e coordenador geral do Estação, Preto Filho, ao incentivar a participação ativa dos jovens em seus territórios, “o projeto constrói um acervo afetivo contemporâneo feito por quem vive a realidade retratada; preserva histórias e fortalece vínculos comunitários; reforça a identidade e constrói pertencimento; e abre caminhos. Afinal, quando o jovem muda o enquadramento, tudo muda”, conclui. Mais informações podem ser obtidas nas mídias sociais: Instagram @projeto_estacao; Facebook estacao.projeto; Tiktok projeto_estacao; YouTube Projeto_estacao; e-mail [email protected]; WhastApp (31) 98467-8686.

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