02 de abril, de 2026 | 07:24

Contêineres de lixo são incendiados e moradores do Cidade Nobre temem novos ataques

Enviada ao DA
Moradores relatam que incêndios em lixeiras se repetem também no bairro Iguaçu e cobram providências após dispersão de usuários de drogas de áreas onde havia concentração de dependentes químicosMoradores relatam que incêndios em lixeiras se repetem também no bairro Iguaçu e cobram providências após dispersão de usuários de drogas de áreas onde havia concentração de dependentes químicos

Dois contêineres de lixo foram incendiados no fim da tarde desta quarta-feira (1º), na avenida Carlos Chagas, no bairro Cidade Nobre, em Ipatinga. O fogo assustou moradores e comerciantes da região, que correram para conter as chamas antes que o incêndio se espalhasse.

Segundo relatos de populares, havia preocupação que o fogo atingisse redes de energia elétrica e de telecomunicações nas proximidades.

Imagens encaminhadas ao Diário do Aço mostram os recipientes de lixo em chamas na via pública. Conforme moradores, uma mulher em situação de rua provocou o incêndio.

Além do caso registrado no Cidade Nobre, moradores afirmam que outros episódios semelhantes foram registrados nesta semana no bairro Iguaçu. De acordo com relatos, três lixeiras foram incendiadas em pontos diferentes do bairro. Em outros casos, os resíduos foram espalhados em via pública, também causando transtornos.
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Populares correram para apagar o fogo no container, temendo que as chamas se espalhassem e atingissem carros e redes elétrica e de telecomunicações Populares correram para apagar o fogo no container, temendo que as chamas se espalhassem e atingissem carros e redes elétrica e de telecomunicações

Um morador da região, que pediu para não ser identificado, afirma que o problema não estaria restrito a apenas uma pessoa. “Não se trata de uma ação somente dessa mulher. Outras pessoas em situação de rua também estão fazendo esses estragos”, relatou.

Moradores cobram providências

Moradores dos bairros Cidade Nobre e Iguaçu dizem que os episódios passaram a ocorrer com mais frequência após uma ação integrada do município com as polícias Civil e Militar que removeu usuários de drogas que se concentravam na avenida Maanaim e no aglomerado Amazonita, onde tinha se formado uma cracolândia, igualmente alvo de constantes reclamações.

Segundo os relatos, os dependentes químicos que antes permaneciam nessas áreas passaram a circular por outros bairros, o que teria aumentado os transtornos para moradores e comerciantes. A Operação Retomada mantém ações desde meados de janeiro, ao longo da avenida Maanaim e aglomerado da rua Amazonita.

Divulgação
Dois equipamentos foram atingidos no Cidade Nobre, no Iguaçu, moradores relatam incêndio em três lixeiras Dois equipamentos foram atingidos no Cidade Nobre, no Iguaçu, moradores relatam incêndio em três lixeiras

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Comentários

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Jota

02 de abril, 2026 | 08:44

“Não estamos preparados para esse tipo de container em nossas ruas e avenidas. Nosso cenário, ainda é de quinto mundo.”

De Olho

02 de abril, 2026 | 08:25

“Sinceramente, a gente não tem visto a GCM atuando nas ruas. Esses moradores de rua estão tocando o terror não só no cidade Nobre, mas em toda a cidade. Quando não atendemos aos seus pedidos, somos ameaçados.”

Boladao

02 de abril, 2026 | 08:12

“Enquanto tiver noiado na rua, a praga ficará a solta. Esses vermes não tem contribuição nenhuma na sociedade a não ser causar problemas.”

Tião Marreta

02 de abril, 2026 | 07:56

“Culpar somente a Polícia é um pouco leviano, pois onde há leis fracas o caos se instala. A Polícia prende mas devido à fraca ou ineficaz legislação, os mesmos antes mesmos da Polícia terminar seu trabalho, já estão soltos na rua, e pior por saberem que não ficaram preso fazem novamente a mesma coisa, devido a impunidade.
O debate sobre a segurança pública muitas vezes divide a responsabilidade entre o trabalho policial (execução) e a necessidade de leis mais eficazes (legislação). Infelizmente ou fazemos um protesto revolucionário neste país indo de forma ordeira e pacífica para as rua ou viveremos o resto da vida reclamando.”

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