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05 de abril, de 2026 | 16:11

Último réu por duplo homicídio de irmãs em Ipatinga vai a júri nesta segunda

Reprodução
Irmãs foram brutalmente assassinadasIrmãs foram brutalmente assassinadas
O julgamento do último réu acusado de envolvimento no assassinato das irmãs Elisangela Ribeiro da Cruz, de 50 anos, e Camila Keila Ribeiro da Cruz, de 34 anos, duas moradoras do bairro Esperança, em Ipatinga, está marcado para esta segunda-feira (6), às 9h, no plenário da Câmara Municipal.

O caso, ocorrido em janeiro de 2024, é considerado um dos de maior repercussão recente na região. De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais, por meio da 11ª Promotoria de Justiça de Ipatinga, o réu Marcelo Augusto Rodrigues será o único levado a júri neste momento.

Segundo a denúncia, o crime envolveu a morte de duas mulheres, que foram mantidas em cárcere privado, submetidas a agressões físicas e violência sexual e, posteriormente, mortas a tiros.

O acusado responde por homicídio qualificado, com agravantes como motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas. Também constam na denúncia os crimes de sequestro e cárcere privado qualificado e furto qualificado, praticados em concurso de pessoas.

Outros envolvidos no caso já tiveram seus desdobramentos concluídos. Miguel Alves Nascimento foi condenado a 86 anos e 8 meses de prisão. Leonardo Victor Citadino da Costa chegou a ser condenado a 96 anos e 8 meses, mas foi morto no Ceresp de Ipatinga em janeiro deste ano. Já Miguel Leonardo Fernandes de Almeida morreu antes do oferecimento da denúncia, em Governador Valadares.

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Com isso, o julgamento desta segunda-feira se concentra na apuração da responsabilidade penal de Marcelo Augusto Rodrigues.

O Ministério Público destacou a gravidade dos fatos e o impacto do caso na região, diante do nível de violência empregado contra as vítimas.

Relembre

As irmãs foram encontradas executadas na manhã do dia 6 de janeiro de 2024, em um loteamento no bairro Chácaras Madalena, em Ipatinga. Os corpos foram vistos por moradores assim que o dia clareou. As vítimas estavam caídas na rua sem calçamento, com as mãos e pés amarrados e amordaçadas com fitas adesivas.

Na cena do crime foi encontrada uma mira a laser, que provavelmente caiu de uma das armas. A perícia da Polícia Civil recolheu 10 cartuchos de munição calibre 9mm. Cada corpo apresentava cinco perfurações, principalmente na cabeça.

Camila era professora na Creche Comunitária Nova Conquista, localizada no bairro Bom Jardim em Ipatinga. Era casada e deixou um filho de 12 anos. A irmã dela, Elisangela Ribeiro, tinha sido lojista.

As duas tinham saído juntas (da casa de Elisângela), em HB20, de cor prata. Horas depois que os corpos foram localizados, o carro foi encontrado batido na rua 2 do bairro Nova Esperança, mesmo bairro onde as duas moravam.

O proprietário do carro, um médico, confirmou que o veículo era alugado e que tinha emprestado o HB20 para Camila, de quem era amigo.

Camila saiu de casa no HB20 dizendo ao marido que iria à casa da irmã, que tinha pedido ajuda. O marido da vítima informou que, por volta de 23h30 de sexta-feira (5) a mulher havia saído para ir à casa de sua irmã Elisângela, que havia pedido ajuda, pois estaria passando mal.

Câmeras de segurança mostram que as duas irmãs saíram no carro e depois disso, desapareceram e só foram encontradas horas depois, já assassinadas.
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