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07 de abril, de 2026 | 06:00

Outra vitória

Fernando Rocha

O Galo voltou a jogar bem, sobretudo no primeiro tempo, derrotando o Athletico (PR) por 2 x 1, a segunda vitória consecutiva no Campeonato Brasileiro, algo que não acontecia há mais de quatro meses.

Os gols alvinegros foram marcados um em cada tempo, por Victor Hugo e Gustavo Scarpa, mas a zaga voltou a sofrer, quase no fim da partida, um gol de cabeça em bola parada, e conseguiu garantir a vitória.

Ficou nítida a evolução do time sob o comando de Barba Domínguez, que está conseguindo estabelecer uma identidade na maneira de atuar da equipe, com forte marcação e transições rápidas, o que acaba criando inúmeras oportunidades de gols nos contra-ataques, faltando ainda um melhor aproveitamento por parte dos atacantes.

O foco agora muda para a Copa Sul-Americana, pois nesta quarta-feira estreia na Venezuela contra o Puerto Cabello, onde a expectativa é de uma equipe diferente, aproveitando para rodar o elenco e descansar titulares importantes.

Deu ruim
A chegada de um novo treinador e, em seguida, as pazes com a vitória trouxeram um novo astral ao Cruzeiro, renovando as esperanças da torcida de uma virada de chave na péssima campanha até agora no Campeonato Brasileiro.

No entanto, o que parecia ser uma reviravolta caiu por terra com a derrota acachapante do último sábado, 4 x 1, diante do São Paulo, expondo novamente as inúmeras deficiências da equipe.

Após a boa campanha no Brasileirão ano passado, a diretoria acreditou que apenas com uma grande contratação - Gerson, por cerca de R$ 200 milhões -, seria o suficiente para elevar o time de patamar ao ponto de sonhar até com o título da Libertadores.

Ledo engano. Agora se vê diante de um grande problema e pouca coisa pode ser feita, uma vez que a janela de transferências do futebol brasileiro está fechada, só sendo reaberta em julho; ou seja, até lá o técnico Artur Jorge terá de se virar com o que tem à sua disposição.

FIM DE PAPO

Alguns jogadores do Cruzeiro, como o lateral Willian, os zagueiros Fabrício Bruno e Villalba, a estrela Gerson, além de outros medianos do elenco celeste, não estão jogando absolutamente nada, o que compromete o coletivo da equipe, diferente do que foi no ano passado. Para piorar, o que a princípio parecia não ser um grande problema - a contusão do goleiro Cássio -, tornou-se uma grande dor de cabeça, pois o seu substituto é do tipo que não passa confiança, um autêntico “chama gol”.

Matheus Cunha não teve culpa em nenhum dos gols que levou até agora, mas também não fez uma única grande defesa que pudesse ser chamada de “milagrosa”. Faz parte da cultura do futebol brasileiro: os grandes goleiros são aqueles que fazem grandes defesas ou operam verdadeiros milagres. Outra ausência muito sentida tem sido a de Lucas Romero, que se contundiu no clássico contra o rival Atlético, esteve em campo alguns minutos diante do Vitória(BA), mas, estranhamente, sequer foi relacionado para enfrentar o São Paulo. A esperança é que possa enfrentar hoje, no Equador, o Barcelona local, na estreia da Copa Libertadores.

A melhor contratação do Atlético nesta temporada, sem dúvida, foi o meia Victor Hugo, 21 anos, talvez a única boa herança deixada por quem o indicou ao clube, o ex-técnico Jorge Sampaoli. Além de ter feito o gol que abriu o caminho da vitória alvinegra, Victor Hugo criou e também marcou os adversários, um verdadeiro pesadelo para o “Furacão”. Segundo o Sofascore, plataforma especializada em estatísticas do futebol, o meia tentou cinco dribles na partida e acertou todos, além de ter acertado 24 de 26 passes tentados (86% de aproveitamento), sendo 16 de 20 no campo de ataque.

Começa hoje a fase de grupos da Libertadores, com os nossos clubes novamente favoritos ao título, por conta da superioridade técnica e econômica do futebol brasileiro. Segundo o "Transfermarkt", site especializado na precificação do mercado no futebol internacional, todos os 41 jogadores mais valiosos inscritos nesta Libertadores atuam nos nossos clubes. Nesta lista estão 11 atletas do Palmeiras, 11 do Flamengo, nove do Cruzeiro, sete do Corinthians e três do Fluminense, antes de aparecer o primeiro “estrangeiro”, o meia Leo Fernández do uruguaio Peñarol, cujo preço estimado está na casa de 8,5 milhões de euros ou R$ 50,5 milhões.

O atacante Vitor Roque, do Palmeiras, o jogador mais caro da Libertadores-2026, custa mais do quatro vezes o valor de Fernández: 38 milhões de euros ou R$ 225,7 milhões. Depois de sete títulos consecutivos, sendo três do Flamengo, dois do Palmeiras e um de Botafogo e Fluminense, o Brasil poderá este ano ultrapassar a Argentina e se isolar como país mais vitorioso da história da Libertadores. Hoje estamos empatados com 25 títulos conquistados por cada país. (Fecha o pano!)

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