07 de abril, de 2026 | 22:50
Júri da Comarca de Ipatinga absolve dupla de acusação de triplo homicídio
Sessão do Tribunal do Júri começou pela manhã e foi finalizado por volta das 22h50; outros dois réus já tinham sido julgados e sentenciados
Wellington Fred
Os advogados e os réus acompanham a leitura da sentença de absolvição, na noite de terça-feira (7)
Os advogados e os réus acompanham a leitura da sentença de absolvição, na noite de terça-feira (7)Elimar Marcos dos Reis Silva e Oziel Pereira dos Santos foram absolvidos da acusação de triplo homicídio ocorrido em Ipaba, no ano de 2019. A decisãp foi tomada pelo Tribunal do Júri nesta terça-feira (7), na comarca de Ipatinga. O julgamento, que ocorreu no plenário da Câmara Municipal, teve início às 9h e foi encerrado por volta das 22h50.
Os réus Elimar Marcos dos Reis Silva e Oziel Pereira dos Santos respondiam pela prática de triplo homicídio qualificado. Elimar foi defendido por Pricila Rocha de Sousa Machado. Oziel teve como defensores Dalbert Luiz Andrade, Marcelo Queiroz Mendes Peixoto e Cinthia Souza. A sessão do Tribunal do Júri foi presidida pelo juiz Felipe Ceolin Lirio.
Depois de quase 13 horas de sessão, com embates entre a defesa e a acusação, os dois acusados acabaram absolvidos.
Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público, os crimes ocorreram no município de Ipaba e vitimaram Helizecristian Graziela de Oliveira, Junio Alves Trega e Whoshington de Freitas Procópio.
A defesa atuou com a tese de negativa de autoria e explorou o que considerou falhas nas provas de envolvimento dos dois réus no crime de triplo homicídio. Em outrubro do ano passado outros dois réus foram levados a julgamentos e condenados por causa deste crime, conforme noticiado pelo Diário do Aço. O processo foi desmembrado, outros dois acusados foram levados a Júri nesta terça-feira e absolvidos.
MPMG confirma que vai recorrer
Em entrevista ao Diário do Aço, o promotor Jonas Junio Linhares Costa Monteiro, que atuou na acusação, confirmou que irá recorrer da decisão. Isso já ficou registrado em ata e agora é aguardar a avaliação do recurso. Foi uma decisão injusta, ao nosso ver”, explicou.
As execuções teriam sido praticadas mediante atuação conjunta dos acusados, com divisão de tarefas e prévio ajuste, conforme noticiado pelo Diário do Aço na época.
Leia também:
▪️Dois dos quatro réus por triplo homicídio em Ipatinga são condenados. Penas somam 159 anos de prisão.
O que ficou apurado na época
As investigações demonstraram que os crimes foram motivados por vingança e rivalidade entre grupos criminosos ligados ao tráfico de drogas na região, havendo indícios de atuação coordenada dos envolvidos.Arquivo DA
Foram executados, Júnio, a mulher dele, Helizecristian, e o amigo do casal, Woshington
Foram executados, Júnio, a mulher dele, Helizecristian, e o amigo do casal, WoshingtonConsta nos autos que os denunciados planejaram previamente as execuções, utilizando armas de fogo de diferentes calibres, além de estratégias para monitorar as vítimas e a movimentação policial, inclusive por meio de comunicação entre os envolvidos, evidenciando a premeditação e a organização da ação criminosa. O fato foi noticiado pelo Diário do Aço.
Os elementos probatórios reunidos, como laudos periciais, relatórios de necropsia, apreensões, extração de dados de aparelhos celulares e depoimentos testemunhais, indicam que os acusados atuaram em comunhão de esforços e unidade de desígnios, sendo responsáveis pelos disparos que resultaram na morte das vítimas.
A decisão de pronúncia reconheceu a existência de prova da materialidade e indícios suficientes de autoria, determinando a submissão de quatro acusados a julgamento pelo Tribunal do Júri. Dois foram julgados e condenados em outubro de 2025. Outros dois, entretanto, foram julgados terça-feira (7), quando o Conselho de Senteça optou pela absolvição de ambos.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

















