11 de abril, de 2026 | 09:27

Vale apresenta projeto de mineração circular em Barão de Cocais

Divulgação
Iniciativa em Gongo Soco reaproveita rejeitos de mina paralisada, reduz resíduos e amplia produção de minério de ferro de fontes circulares Iniciativa em Gongo Soco reaproveita rejeitos de mina paralisada, reduz resíduos e amplia produção de minério de ferro de fontes circulares

A Vale implanta um projeto de reaproveitamento de rejeitos na mina Gongo Soco, em Barão de Cocais. A estrutura, desativada desde 2016, passa a receber uma usina para processamento de materiais provenientes da descaracterização da barragem Sul Superior e de duas pilhas da unidade, com previsão de produção de cerca de dois milhões de toneladas de minério de ferro por ano.

Dados da empresa indicam que a produção de minério a partir de fontes circulares chegou a 26,3 milhões de toneladas no último ano, com crescimento de 107% em relação ao período anterior. Desse volume, aproximadamente 80% foi registrado em Minas Gerais.

Segundo a diretora de Minas Paralisadas do Corredor Sudeste, Juliana Cota, o projeto utiliza concentração magnética para recuperar minério presente no rejeito. “Optamos por uma solução de concentração magnética que maximiza a recuperação de minério de ferro contido no rejeito. O reaproveitamento desses materiais acontecerá ao longo dos próximos anos, seguindo o cronograma de descaracterização da estrutura geotécnica”, afirmou.

A barragem Sul Superior integra o programa de descaracterização de estruturas a montante da empresa, com conclusão prevista para 2029. Até o momento, 19 das 30 estruturas previstas foram eliminadas, o que corresponde a 63% do total.

A usina será instalada na área da antiga planta de Gongo Soco, com movimentação de materiais concentrada dentro da unidade e escoamento pela Estrada de Ferro Vitória a Minas. De acordo com o engenheiro responsável pelo projeto, Luis Gustavo Silva, a proposta inclui engenharia modular. “Além de adotarmos uma tecnologia de beneficiamento mais simples e compacta, com menor ocupação de área, estamos desenvolvendo uma engenharia modular, para termos uma obra mais rápida, econômica e com menor geração de emissões de gás carbônico”, disse.

A construção deve durar cerca de 19 meses, com previsão de início da operação no próximo ano, condicionada ao cumprimento das exigências ambientais e regulatórias.

O projeto integra o programa Waste to Value, voltado ao reaproveitamento de rejeitos e estéreis. Em Minas Gerais, iniciativas semelhantes já ocorrem em unidades como as minas Capanema e Vargem Grande, além da produção de coprodutos a partir de resíduos, como areia e blocos.

A empresa projeta que, até 2030, cerca de 10% da produção anual de minério de ferro tenha origem em fontes circulares.
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