15 de abril, de 2026 | 16:50

Setor de serviços substitui a indústria como motor da geração de empregos no Vale do Aço, afirma geógrafo

Matheus Valadares
Setor de serviços gerou 473 novos empregos de carteira assinada no acumulado do anoSetor de serviços gerou 473 novos empregos de carteira assinada no acumulado do ano

Por Isabelly Quintão
Economicamente considerada dependente da indústria do aço, a Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA) não tem mais a indústria como o motor da geração de empregos. De acordo com os novos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o setor de serviços gerou 473 novos empregos de carteira assinada no acumulado do ano.

Dados tabulados pelo Observatório das Metropolizações Vale do Aço/IFMG foram repassados à reportagem do Diário do Aço. Em entrevista ao jornal, o geógrafo e coordenador estatístico e de pesquisa do Observatório, William Passos, destacou que o cenário é diferente do que era observado até a pandemia da covid-19.

“A liderança [do setor de serviços] está cada vez mais clara na geração de novas vagas. Ela não vem mais da indústria. Então, temos um processo de terceirização da economia no Vale do Aço. O setor está sendo o grande impulsionador da dinâmica economia dos quatro municípios”, pontuou.

Diferentemente de serviços, a indústria (-400), o comércio (-228), a construção (-10) e a agropecuária (-3) apresentaram saldo negativo entre janeiro e fevereiro deste ano.

Conforme consta no Caged, a região apresentou um saldo positivo de 1.202 empregos formais no mês de fevereiro, embora tenha tido um número fraco no acumulado do ano (-168).

“Como o mês de janeiro foi um mês muito ruim, no acumulado do ano, somando janeiro e fevereiro, o saldo ainda é negativo, mas a região registrou um fevereiro bastante forte com Ipatinga na dianteira, gerando no setor de serviços 882 novos empregos com carteira assinada, e na indústria 144 novo empregos”, acrescentou William Passos.

Ao Diário do Aço, o geógrafo concluiu que existe a expectativa de 2026 ser melhor do que o ano passado em termos econômicos. “O Brasil e o estado de Minas Gerais seguem tendência de geração de novas vagas. Do ponto de vista da dinamização do mercado de trabalho formal, temos um mês de fevereiro melhor do que o de janeiro, e uma sinalização de que a região vai experimentar um ano melhor que os anteriores”, complementou.
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